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terça-feira, 02/06/2026

sexta morte por febre amarela em São Paulo

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Em Brasília

PATRÍCIA PASQUINI
FOLHAPRESS

O estado de São Paulo teve a sexta morte causada pela febre amarela em 2026. A vítima é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, região de Bauru, que não tinha tomado a vacina contra a doença.

Até agora, foram confirmados dez casos de febre amarela em humanos no estado neste ano, todos em pessoas não vacinadas. Em 2025, o estado registrou 61 casos e 35 mortes, conforme o painel epidemiológico do Ministério da Saúde.

As seis mortes de 2026 aconteceram somente com homens entre 38 e 64 anos. A taxa de mortalidade da doença é de 60%.

A região do Vale do Paraíba teve oito casos e cinco mortes, enquanto Sorocaba registrou apenas uma infecção sem casos fatais.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, enfatiza a importância da vacinação, especialmente para quem ainda não tomou a dose. Quem for viajar para áreas rurais, de mata, ou locais com circulação do vírus, deve se vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.

A vacina é a única forma de proteger contra a febre amarela, evitar que o quadro piore e evitar a morte.

No final de maio, foi confirmado o primeiro caso da doença em macacos não humanos em 2026, na cidade de Santo André, região do ABC. Isso fez a Secretaria intensificar a vacinação nesta área.

A presença do vírus em macacos sinaliza risco de transmissão em áreas de mata, parques, reservas naturais e regiões próximas a corredores ecológicos.

A febre amarela não transmissível entre pessoas, nem de macacos para humanos. Todos são infectados pelo mosquito que carrega o vírus.

A doença é transmitida por mosquitos infectados. No ambiente silvestre, os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. No ambiente urbano, o mosquito Aedes aegypti pode transmitir a doença, mas casos urbanos não ocorrem desde 1942 no Brasil.

Os sintomas incluem febre alta, calafrios, dor forte na cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, cansaço e fraqueza.

Sinais graves são febre intensa, sangramentos, pele e olhos amarelados, choque e falência de múltiplos órgãos.

Não há tratamento específico para a febre amarela. Remédios que podem causar sangramento, como AAS, devem ser evitados.

Esquema de vacinação

Crianças menores de cinco anos recebem a vacina em duas doses: aos nove meses e aos quatro anos de idade.

Quem tomou apenas uma dose antes dos cinco anos deve receber uma dose extra, independente da idade atual.

A dose zero é aplicada entre 6 e 8 meses apenas para crianças que moram ou vão viajar para áreas com circulação do vírus.

Para pessoas de até 59 anos, a vacina é em dose única, válida para toda a vida. Pessoas com 60 anos ou mais devem ser avaliadas por médico antes de se vacinar.

Pessoas que receberam dose fracionada em 2018 precisam se vacinar novamente. Um estudo da Fiocruz mostrou que esta dose tem eficácia de oito anos, então a proteção expira em 2026. A dose fracionada foi usada na época por falta de vacina para toda a população.

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