O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para agradecer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela recepção durante visita ao Salão Oval da Casa Branca na semana passada.
Em sua publicação, Eduardo Bolsonaro negou que o governo norte-americano tenha imposto novas tarifas ao Brasil por influência de sua família. Ele classificou essa informação como uma “fake news irresponsável”.
De acordo com Eduardo Bolsonaro, houve uma conversa detalhada com Trump, e não há intenção do presidente americano em prejudicar o povo brasileiro. Ele explicou que o grupo político ao qual pertence combate facções terroristas e tiranos, não cidadãos ou empresas brasileiras.
Segundo Eduardo Bolsonaro, a família agradece a recepção calorosa do presidente Trump e repudiou as notícias falsas que tentam desmerecer o relacionamento entre eles e a atual administração americana.
A declaração foi feita em um momento de tensão entre os dois países, após o governo dos Estados Unidos anunciar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais prejudiciais ao mercado norte-americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a decisão à influência da família Bolsonaro na Casa Branca, citando a recente visita do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. No entanto, Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento na medida.
Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente Trump no Salão Oval no final de maio. Durante o encontro, ele solicitou que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como organizações terroristas pelos EUA.
No dia seguinte, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que, a partir de 5 de junho, essas facções serão incluídas oficialmente na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras e na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados.
Flávio Bolsonaro também discutiu com autoridades americanas temas como tarifas comerciais, recursos minerais e cooperação em segurança pública. Em encontros paralelos, ele falou com o secretário de Estado Marco Rubio e com o vice-presidente J. D. Vance, que manifestou preocupação com a liberdade de expressão no Brasil.

