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terça-feira, 02/06/2026

Novo teste de DNA-HPV facilita a prevenção do câncer do colo do útero

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A rede pública de saúde do Distrito Federal já oferece um exame inovador chamado teste de DNA-HPV. Esse exame é mais moderno e eficaz, capaz de identificar 14 tipos do papilomavírus humano (HPV) que podem causar câncer do colo do útero. Com ele, o diagnóstico é mais rápido e o tratamento pode começar antes do aparecimento do câncer. Atualmente, esse exame está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs) de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol, com previsão de expansão para outras regiões.

Esse novo teste é mais preciso que o exame tradicional (Papanicolau), reduzindo a necessidade de exames extras e procedimentos desnecessários. Quando o resultado é negativo, a mulher pode fazer o exame novamente apenas após cinco anos, o que oferece mais conforto e segurança.

Essa é a experiência da Letícia dos Santos, de 42 anos, que realizou o exame de rotina na UBS 8 de Samambaia. Ela relata: “O enfermeiro me explicou direitinho como funciona, e achei ótimo. Agora, posso esperar cinco anos para fazer o exame novamente, ao invés de fazer todo ano.”

O enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa destaca que, além de ser mais confortável para as mulheres, o teste de DNA-HPV permite identificar alterações de forma mais rápida e precisa. “A longo prazo, vamos detectar os casos de câncer mais cedo, permitindo um tratamento mais ágil e eficaz. É um avanço enorme”, afirma.

Estratégia de combate ao câncer do colo do útero

Este exame faz parte de uma estratégia que reúne três ações principais: vacinação, rastreamento sistemático e tratamento das lesões antes que se tornem câncer. A meta é vacinar 90% dos adolescentes até 2030 e garantir que 70% das mulheres entre 25 e 64 anos realizem exames regulares para identificar precocemente qualquer problema.

Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde, explica que o câncer do colo do útero ainda é uma preocupação importante para a saúde pública e pode ser prevenido com vacinação, exames regulares e tratamento adequado.

Ela também comenta que o exame tradicional muitas vezes gerava dúvidas sobre quando repetir o teste, levando muitas mulheres a realizá-lo anualmente sem necessidade, causando desconforto e exames desnecessários.

Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento ficam mais claros e organizados, facilitando o entendimento das pacientes e o trabalho dos profissionais de saúde. Isso melhora o acompanhamento e reduz intervenções desnecessárias.

Como funciona o exame?

A coleta da amostra é parecida com a do exame tradicional. O material é enviado para análise molecular usando a técnica de PCR.

Se forem encontrados os tipos HPV 16 ou HPV 18, que têm maior risco, a mulher será encaminhada para um exame chamado colposcopia. Se o resultado for negativo, o exame pode ser repetido após cinco anos. Se outro tipo de HPV for identificado, será feita uma análise adicional com a mesma amostra.

As coletas são feitas nas UBSs e enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Depois que o resultado sai, as equipes de saúde acompanham as pacientes, dando orientações e encaminhamentos conforme necessário.

Informações fornecidas pela Secretaria de Saúde.

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