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terça-feira, 02/06/2026

Governo Lula critica tarifa dos EUA e fala em reciprocidade

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se contra a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto ressaltou o direito de adotar a Lei da Reciprocidade, que permite taxar de forma semelhante produtos norte-americanos.

A nota também atribui a responsabilidade pela investigação comercial dos EUA à família Bolsonaro, afirmando que ela provocou essa situação. O governo brasileiro destaca que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos da Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional para enfrentar essa injustiça sem respaldo nas regras do comércio internacional.

O comunicado afirma que, embora o governo esteja preparado para tomar medidas que minimizem os danos dessas taxas, pretende manter o diálogo com os Estados Unidos na esperança de que as recomendações não resultem em tarifas efetivas.

A investigação e a resposta do governo

A investigação foi feita pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que desde julho de 2025 busca práticas comerciais desleais em mais de 70 países. O Brasil foi o único país com conclusão divulgada até o momento, com a sugestão de sobretaxar produtos brasileiros em 25%.

O Palácio do Planalto criticou a decisão dos EUA, considerando-a uma tentativa de interferência em assuntos internos do Brasil. Além disso, ressaltou que a investigação foi iniciada por um pedido da família Bolsonaro.

Acusações contra a família Bolsonaro

O governo volta a culpar a família Bolsonaro pelas medidas contra o Brasil. Esse é o segundo momento em que acusa o clã Bolsonaro de influenciar decisões adversas dos EUA. A primeira vez foi quando organizações criminosas brasileiras foram classificadas como terroristas pelo Departamento de Estado americano, medida que o governo Lula tentou evitar.

Esses episódios ocorreram após a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde se reuniu com autoridades, incluindo o presidente Donald Trump. Apesar de negar envolvimento, Flávio Bolsonaro declarou que pediu para não haver sobretaxas contra empresas brasileiras e reforçou a necessidade de proteger setores como o Pix e o etanol.

Os laços da família Bolsonaro com medidas norte-americanas contra o Brasil se intensificaram também pela atuação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro em Washington. No ano anterior, após o anúncio do tarifaço, membros da família comemoraram a iniciativa.

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