O Governo do Distrito Federal (GDF) firmou uma parceria entre as secretarias de Segurança Pública e Saúde para juntar as imagens das câmeras das unidades de saúde ao sistema de segurança pública. Com isso, a segurança terá acesso a cerca de 12 mil câmeras instaladas nos locais de saúde do DF.
O sistema já funciona em hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), policlínicas, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), farmácias e bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu DF). São cerca de sete mil câmeras espalhadas em 254 unidades, monitoradas em tempo real por centrais regionais e pela central global no Centro Integrado de Operações de Brasília.
A governadora Celina Leão destaca que essa ação fortalece o programa DF 360°, que usa tecnologia, integração das forças de segurança e participação cidadã para proteger a população. Qualquer pessoa pode ajudar, cadastrando suas câmeras na internet para ampliar a rede de proteção no Distrito Federal.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, explica que a cooperação facilita o acesso às câmeras já instaladas nas unidades. Todos os locais têm monitoramento ativo, e a integração deve beneficiar todo o Distrito Federal.
Para o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, a integração amplia a capacidade de ação da pasta, usando tecnologias como reconhecimento facial e análise comportamental para identificar riscos em tempo real dentro das unidades de saúde.
Além das câmeras, o GDF instalou sistemas de controle de acesso no Parque de Apoio da Saúde, e nas unidades do Gama e Santa Maria, com planos para aumentar a segurança no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e na Administração Central da SES-DF. Serão instalados leitores biométricos, fechaduras eletromagnéticas, cancelas com leitores faciais e detectores de metais.
A instalação será feita em etapas: primeiro nos hospitais públicos, depois nas UBSs, e por último nos Caps e outras unidades. Os benefícios esperados incluem prevenção de crimes, resposta rápida a incidentes, proteção no trânsito de ambulâncias e uso das imagens para investigações.
O compartilhamento dos dados seguirá a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A Secretaria de Saúde será responsável pelos dados, enquanto a empresa de vigilância fará o envio técnico dos vídeos.

