Durante a madrugada desta terça-feira (2/6), a Rússia lançou uma nova série de ataques em várias regiões da Ucrânia, marcando uma das maiores ofensivas dos últimos meses no país. De acordo com informações da imprensa internacional, o número de mortos subiu para pelo menos 22, com mais de 100 pessoas feridas.
Na capital Kiev, seis pessoas perderam a vida em ataques com drones e mísseis que atingiram diferentes áreas da cidade. Os ataques causaram incêndios, destruição de partes de prédios residenciais e danos em instalações civis, como unidades de saúde.
A cidade de Dnipro, situada no centro da Ucrânia, foi a mais afetada com 16 mortos, incluindo duas crianças e um bombeiro que participava das operações de resgate. Um prédio residencial sofreu danos graves, e as equipes continuam a buscar desaparecidos entre os escombros.
No distrito de Shevchenko, em Kiev, um prédio residencial de 24 andares pegou fogo após ser atingido, com o incêndio se espalhando entre o quarto e o quinto andar. Outros bairros também sofreram danos semelhantes.
Em Solomianskyi, a queda de destroços danificou os andares superiores de um prédio de 15 andares. Em Holosiivskyi, um centro comercial sofreu incêndio devido aos fragmentos que atingiram a área. No distrito de Obolon, destroços caíram em uma creche, mas sem causar danos estruturais ou feridos, segundo a prefeitura.
Ameaças do governo russo
A ofensiva ocorre poucos dias após Moscou anunciar que pretende intensificar os ataques contra Kiev. O governo russo declarou que passaria a realizar operações regulares contra estruturas militares da Ucrânia, especialmente locais ligados ao desenvolvimento e uso de drones.
Na mesma ocasião, as autoridades russas recomendaram que diplomatas, estrangeiros e membros de organismos internacionais deixassem a capital ucraniana. Além disso, a população foi orientada a evitar áreas próximas a instalações militares e prédios administrativos.
Esse novo ataque ocorre pouco mais de uma semana após um grande bombardeio em Kiev que deixou quatro mortos e dezenas de feridos. O Kremlin afirmou que aquela ação foi uma resposta a uma ofensiva ucraniana na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, controlada atualmente pelas forças russas.

