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terça-feira, 02/06/2026

Nova versão brasileira do Ozempic chamada Ozivy custará R$ 287 por mês

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UOL/FOLHAPRESS

A empresa farmacêutica EMS iniciou as vendas da Ozivy, a primeira caneta de semaglutida feita no Brasil, com preço inicial de R$ 287 por mês em um programa de descontos.

As vendas começam no dia 15 de junho em farmácias de todo o país. O preço cheio de cada caneta será a partir de R$ 452, mas haverá descontos especiais.

Quem participar do Programa Vida + Leve pagará R$ 287 por mês durante os primeiros três meses. Depois, a partir do quarto mês, o valor sobe para R$ 498 por caneta.

A EMS vai disponibilizar mais de 500 mil canetas de semaglutida nesta primeira remessa no Brasil. O fornecimento começará nas grandes redes de farmácias e depois se espalhará para o restante do país.

O medicamento é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença apenas com dieta e exercícios. O uso da caneta necessita de acompanhamento médico e receita.

Essa caneta é a primeira semaglutida produzida no Brasil por síntese química, um processo laboratorial que não utiliza organismos vivos. Esse método garante alta pureza do medicamento.

A empresa investiu mais de R$ 1,2 bilhão em pesquisa e na fábrica localizada em Hortolândia, São Paulo, que tem capacidade para produzir até 40 milhões de canetas por ano.

Ozivy foi aprovado como um “medicamento novo” por via abreviada, um procedimento regulatório que pode causar dúvidas. Isso quer dizer que o remédio é registrado como um produto novo no país, com marca e dossiê específicos, mas não precisa fazer todos os testes clínicos do zero.

Este processo abreviado é permitido porque o princípio ativo já é amplamente conhecido, estudado e utilizado, como é o caso da semaglutida. Assim, a empresa pode usar dados científicos já consolidados sobre eficácia e segurança da molécula e complementar com estudos próprios, focados em qualidade, equivalência e desempenho do produto.

Na prática, está entre um genérico tradicional e um medicamento totalmente novo: não é um genérico puro, porque mantém marca, embalagem própria e pode ter diferenças na formulação ou dispositivo; mas também não requer todos os testes clínicos extensos de um fármaco inédito, reduzindo tempo e custo de desenvolvimento.

Segundo Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, o produto Ozivy não é intercambiável com o Ozempic, são medicamentos diferentes do ponto de vista regulatório.

A farmacêutica brasileira já tem experiência com canetas à base de liraglutida, como Lirux e Olire, usadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Por que as canetas de semaglutida não são genéricas? Produtos desse tipo precisam de tecnologia complexa e um conjunto robusto de evidências. “O enquadramento regulatório não segue o modelo tradicional”, explica o diretor médico da EMS, Iran Gonçalves Júnior.

Como funciona a tecnologia da empresa? A EMS usa um método controlado de síntese química para fabricar moléculas puras, com rigorosos padrões de qualidade e controle industrial, segundo Iran.

Essa caneta de semaglutida não é genérica nem similar ao Ozempic. É um medicamento novo com molécula conhecida, desenvolvido com tecnologia diferente da referência.

O medicamento possui a mesma eficácia e segurança do produto de referência, pois para ser aprovado pela Anvisa precisa comprovar qualidade e segurança. O processo envolve estudos detalhados e inspeções rigorosas.

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