Marcela Vitória de Lima Santos, 19 anos, está internada na UTI do Hospital da Restauração desde terça-feira (2). Ela foi atacada por um tubarão na praia de Boa Viagem, no Recife, na segunda-feira (1º).
O incidente aconteceu aproximadamente 10 quilômetros de distância do local onde, no domingo (31), um garoto de 11 anos também sofreu um ataque de tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
Marcela estava com seu primo, Jonas André de Lima, quando tudo aconteceu. Eles passaram a tarde na praia e em momentos diferentes entraram no mar.
Jonas contou que eles foram para a praia para se divertir e aproveitar o dia de sol. Eles estavam tranquilos na areia tomando um caldinho quando Marcela decidiu entrar na água. Foi quando o ataque ocorreu.
Jonas ouviu os gritos da prima e correu para ajudá-la. Ele e outras pessoas conseguiram tirá-la da água rapidamente até a chegada do Corpo de Bombeiros.
Marcela recebeu os primeiros socorros na praia, foi levada ao Hospital Alfa para estabilização e depois transferida para o Hospital da Restauração em uma UTI móvel do Samu.
Ela teve a perna direita amputada devido ao ataque e passou por cirurgia para controlar o sangramento e tratar a ferida na coxa. O hospital informou que ela segue internada na UTI em estado grave.
Jonas disse que a família está unida e organizou uma campanha para doação de sangue.
O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) identificou o animal como um tubarão-tigre adulto, medindo cerca de 3 metros. A espécie costuma ser mais ativa no início da manhã e no final da tarde.
Marcela estuda direito e trabalha temporariamente para pagar a faculdade. Jonas destaca o empenho dela nos estudos e a dedicação.
Outro ataque grave no litoral
O caso recente soma-se a um ataque sofrido por um menino de 11 anos na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, que resultou na amputação da perna esquerda. Ele está em estado gravíssimo no hospital.
Desde 1992, o litoral de Pernambuco registrou 84 ataques de tubarão, sendo que este ano já ocorreram quatro casos.
O monitoramento dos tubarões na região está parado há mais de dez anos, mas um projeto aprovado pela Facepe e realizado pela UFRPE vai retomar os trabalhos com investimentos em telemetria a partir de junho.

