A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota alertando que uma possível taxa extra de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode causar danos tanto para as indústrias brasileiras quanto para o mercado americano, afetando negativamente diversas cadeias produtivas. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a relação econômica entre Brasil e EUA é importante, estável e foi construída ao longo de muitos anos. Ele destaca que a introdução dessas tarifas adicionais prejudicaria essa parceria.
A CNI enfatiza a necessidade de diálogo e cooperação entre os dois países para encontrar soluções justas. A proposta das tarifas extras foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na última terça-feira, resultado de uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas no Brasil.
O USTR planeja realizar uma audiência pública para discutir o tema no dia 6 de julho. A CNI continuará monitorando a situação e trabalhando com as autoridades e setores produtivos de ambos os países para preservar e reforçar a parceria econômica bilateral.
Fiemg
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) também manifestou preocupação com a proposta das novas tarifas americanas, que podem diminuir a competitividade dos produtos brasileiros e gerar incertezas, afetando investimentos no setor.
A Fiemg ressalta que o governo brasileiro deve adotar uma postura forte, técnica e diplomática junto às autoridades dos EUA para evitar que a tarifa entre em vigor, aumentar a lista de produtos isentos e proteger a competitividade das empresas brasileiras no mercado americano.
Estadão Conteúdo.

