María Corina Machado, líder da oposição nas últimas eleições na Venezuela, afirmou que pretende retornar ao país muito em breve, apesar do governo ainda estar sob controle do chavismo.
Ela fez essa declaração durante sua participação no Fórum de Liberdade de Oslo (OFF), na Noruega, nesta terça-feira (2/6).
“Vou retornar muito em breve à Venezuela, porque o país está começando a florescer novamente, e minha missão é garantir que ele cresça”, afirmou Machado.
No entanto, não especificou a data exata de seu retorno.
María Corina Machado foi impedida de concorrer nas eleições presidenciais realizadas em julho de 2024. Mesmo assim, ela conduziu a campanha do ex-diplomata Edmundo González e era vista como a verdadeira candidata ao cargo.
Após a controversa eleição e a reeleição contestada de Nicolás Maduro, Machado passou meses escondida no país devido à repressão governamental contra os opositores.
Ela deixou a Venezuela em dezembro do ano passado, em uma operação secreta pelo Mar do Caribe, para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega. Desde então, tem se mantido nos Estados Unidos.
Apesar de uma operação militar dos EUA que resultou na captura de Maduro, María Corina Machado não foi incluída nos planos do presidente americano Donald Trump para o país caribenho.
Em vez disso, Trump optou por apoiar Delcy Rodríguez, vice de Maduro, que assumiu o controle após a captura do herdeiro político de Hugo Chávez.
Mesmo com o chavismo no poder na prática, Trump tem elogiado a atual administração venezuelana. Esses elogios coincidem com ações da vice-presidente Delcy Rodríguez que atendem aos interesses dos EUA, como o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura do setor petrolífero na Venezuela.

