Após a apuração dos votos nas eleições parlamentares, o partido Contrato Civil, liderado pelo premiê Nikol Pashinyan, obteve uma vantagem significativa com 49,8% dos votos contra 23,3% da Aliança Armênia Forte, liderada pelo empresário russo-armênio Samvel Karapetyan.
Nikol Pashinyan comemorou a vitória, chamando-a de “histórica” e prometeu continuar a fortalecer os laços da Armênia com o Ocidente, mantendo ao mesmo tempo relações estáveis com a Rússia.
O premiê, ex-jornalista de 51 anos, tem buscado aproximar a ex-república soviética da Europa e dos Estados Unidos, chegando a sugerir a adesão à União Europeia, o que gerou reações negativas do Kremlin, que ameaçou Ierevan com consequências severas.
Autoridades europeias, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, têm declarado apoio à aproximação da Armênia com a Europa, assim como o presidente francês Emmanuel Macron, que demonstrou sua disposição em apoiar esse movimento em visita recente ao país.
Outros partidos de oposição, como a Aliança Armênia do ex-presidente Robert Kocharyan e o partido Armênia Próspera, receberam 9,9% e 4% dos votos, respectivamente. A taxa de participação nas eleições foi de aproximadamente 59%.
Críticas e preocupações
Samvel Karapetyan criticou as eleições, classificando-as como “vergonhosas” e denunciando repressão à oposição, incluindo prisões de membros de sua equipe de campanha, estando ele próprio em prisão domiciliar desde 2025 sob acusações que nega.
Apesar das críticas, muitos eleitores apoiam Nikol Pashinyan, valorizando sua imagem de líder próximo ao povo e adversário das antigas elites. Alguns declararam estar felizes com a confiança renovada dada ao premiê.
Implicações para o futuro
Com a vitória, o partido de Nikol Pashinyan formará o próximo gabinete, embora não tenha conquistado a maioria necessária para aprovar emendas constitucionais exigidas pelo Azerbaijão para um acordo de paz.
A Armênia enfrenta desafios com a recente derrota militar contra o Azerbaijão pelo controle do enclave de Nagorno-Karabakh e a tensão nas relações com a Rússia, acusada de não apoiar suficientemente Ierevan.
Nikol Pashinyan destacou que o voto reflete a escolha por prosperidade e paz duradoura na região, esperando uma resposta positiva também da Turquia e do Azerbaijão.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parabenizou o premiê e pediu à União Europeia que apoie a Armênia rapidamente.

