Um sonho que virou pesadelo: franqueados da Cacau Show em Samambaia enfrentam sérias dificuldades financeiras após um golpe atribuído a uma ex-gerente, Lilmara Neto Oliveira. Ela, que ficava responsável pela administração financeira da loja, teria desviado recursos essenciais para o funcionamento do negócio.
Um casal que havia investido todas as economias na franquia realizou em janeiro de 2025 uma transferência de R$ 136 mil para quitar dívidas da loja, seguindo orientações da ex-gerente, que foi designada pela própria Cacau Show para atendimento. Posteriormente, descobriram que esse dinheiro não foi destinado à empresa, o que levou o negócio à falência.
As vítimas se encontram atualmente sem faturamento, com dívidas acumuladas em aluguel, funcionários e bancos, e seus nomes protestados em cartório. O fornecimento de produtos foi interrompido, inviabilizando as vendas e causando o fechamento da loja.
“Sem produtos não tem como funcionar. Por três meses, nosso faturamento foi zero. Em dezembro de 2025, recebemos o comunicado de encerramento da operação”, lamenta o casal de franqueados.
A defesa do casal destaca que a própria Cacau Show reconheceu o golpe e orientou que fosse registrado boletim de ocorrência. No entanto, até o momento, as questões legais ainda não foram resolvidas. Os empresários desejam apenas justiça, não prejudicar ninguém.
Investigação em andamento
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um esquema de estelionato e fraude corporativa que causou prejuízos superiores a R$ 240 mil. A 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia apura o caso envolvendo a ex-gerente da rede que teria usado sua posição para desviar recursos e fraudar operações.
- O caso veio à tona após denúncia de uma proprietária de franquia que afirma ter perdido mais de R$ 190 mil;
- A funcionária foi desligada por justa causa em outubro de 2025;
- Os golpes teriam iniciado no começo de 2024;
- A empresa reforça que colaborará integralmente com a investigação policial.
Posicionamento da Cacau Show
Em nota, a Cacau Show informou que identificou as irregularidades, demitiu a colaboradora envolvida e acionou as autoridades competentes. Ressaltou ainda que orientou os franqueados a registrarem boletim de ocorrência, tomou medidas internas para evitar futuros casos e ressarciu os valores desviados dos franqueados afetados.

