Analistas financeiros consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para cima a previsão da inflação para 2026, passando de 5,09% para 5,11%, ultrapassando o teto da meta estabelecida. Esta é a 13ª alta consecutiva na projeção, influenciada pelo aumento no preço do petróleo devido ao conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, deve fechar o ano em 5,11%. Para 2027, a estimativa foi ajustada de 4,02% para 4,03%. A meta de inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Produto Interno Bruto (PIB)
O PIB teve uma leve elevação na previsão, subindo de 1,90% para 1,91%. Para 2027, a expectativa de crescimento permanece em 1,70%, enquanto para 2028 e 2029, a projeção é de 2%. Em 2025, o PIB registrou um crescimento de 2,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa Selic
A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 aumentou para 13,50%, acima dos 13,25% previstos anteriormente. Para 2027, passou de 11,25% para 11,50%, e para 2028 mantém-se em 10%. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em abril, a Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5%. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 16 e 17 de junho.
Dólar
A previsão para a cotação do dólar em 2026 foi revisada para baixo, de R$ 5,16 para R$ 5,15. Para 2027, a estimativa caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20, enquanto para 2028 permanece em R$ 5,30.
Relatório Focus
O Relatório Focus reúne as projeções de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação, que costuma ocorrer às segundas-feiras.

