Keiko Fujimori, candidata de direita nas eleições presidenciais no Peru, lidera com uma pequena vantagem sobre seu oponente de esquerda, Roberto Sánchez, segundo dados quase completos da apuração dos votos do segundo turno.
Com mais de 90% das urnas apuradas, Fujimori tinha 50,49% dos votos contra 49,5% de Sánchez. A margem estreita mantém a incerteza sobre quem será o próximo presidente do Peru, o nono em uma década.
Esse resultado reflete uma divisão no país, com apoio concentrado nas grandes cidades para Fujimori, enquanto Sánchez recebe mais votos nas zonas rurais, cuja apuração costuma ser finalizada por último.
Tanto Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, quanto Sánchez enfrentam uma sociedade cansada da crise política prolongada e do aumento da criminalidade. Fujimori concorre pela quarta vez e destaca o legado de estabilidade econômica e combate às guerrilhas no governo de seu pai.
Já Sánchez, de 57 anos e ex-ministro, conta com apoio das regiões andinas e defende reformas no sistema judicial e policial para melhorar a segurança.
Questão de Segurança Pública
A preocupação central dos eleitores é a segurança. Aproximadamente 70% esperam que o novo presidente priorize o combate à criminalidade, um problema crescente, especialmente na capital Lima, que apresentou aumento significativo nos índices de homicídios.
Fujimori propõe mobilizar o exército para apoiar a polícia, combater redes de extorsão e expulsar estrangeiros irregulares condenados por crimes. Sánchez, por outro lado, aposta na restauração da confiança nas instituições e reformas para fortalecer a atuação policial e judicial.
Desafios e Expectativas
Nenhum dos candidatos possui maioria no Congresso, o que exigirá negociações para formar alianças no novo governo que começará em julho. Economicamente, o país está estável, com moderado crescimento do PIB, porém enfrenta o desafio da economia informal que emprega a maioria da população trabalhadora.
Enquanto Fujimori defende políticas neoliberais e incentivo a investidores, Sánchez busca uma participação maior do Estado na economia e aumento dos salários.
A eleição ocorre em um momento delicado, marcado por divisões políticas e a busca por soluções que promovam estabilidade e segurança para o Peru.

