SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O preço do petróleo aumentou bastante neste domingo (7), depois de ataques realizados por Israel contra o Hezbollah em Beirute, no Líbano, e de uma ação do Irã contra Israel e seus aliados no Golfo Pérsico.
O barril Brent, que é o padrão mundial, estava sendo vendido por US$ 96,33, o que representa uma alta de 3,48%, às 19h (horário de Brasília). Pouco depois, às 19h10, o valor caiu um pouco para US$ 95,80, mas ainda com alta de 2,96%.
O exército de Israel atacou uma área ao sul da capital libanesa, chamada Dahiyeh, que é uma região controlada pelo grupo extremista Hezbollah. Essa foi a primeira ação militar nessa região desde o acordo de cessar-fogo assinado em 16 de abril.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, o que não acontecia desde o cessar-fogo. A Guarda Revolucionária do Irã avisou que poderá fazer novos ataques caso Israel continue suas operações militares no Líbano.
Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou junto com seu ministro da Defesa que o ataque em Dahiyeh foi resposta a tiros disparados pelo Hezbollah contra Israel.
O exército israelense também avisou os moradores da cidade libanesa de Tiro e áreas próximas para se prepararem para uma possível evacuação devido aos ataques que podem acontecer.
No sábado (6), o Irã disse que os ataques dos Estados Unidos em instalações de radar no Golfo foram uma “violação grave do cessar-fogo”. Por isso, o Irã lançou mísseis contra Bahrein e Kuwait, que são aliados dos EUA na região.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques dos EUA como uma agressão militar contra a soberania do país e condenou o comportamento do governo americano como hostil e provocador.
Os investidores também estão atentos ao anúncio da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que informou neste domingo um novo aumento nas metas de produção de petróleo, mesmo com a guerra entre EUA e Irã atrapalhando a produção de alguns membros do grupo. Essa é a quarta vez que o grupo aumenta a produção.
A guerra afetou o trânsito de petróleo pelo estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que países importantes da Opep+, como a Arábia Saudita, não conseguem entregar todo o petróleo que os clientes pedem desde o final de fevereiro.
A situação da Opep+ piorou ainda mais quando os Emirados Árabes Unidos saíram da organização depois de quase 60 anos.

