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segunda-feira, 08/06/2026

Brasil defende mudança no Conselho da ONU

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O Brasil reafirmou seu pedido por mudanças no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), principal órgão decisório da entidade. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (8/6).

O governo brasileiro parabenizou os cinco países que foram eleitos para assentos não permanentes no Conselho de Segurança: Áustria, Quirguistão, Portugal, Trinidade e Tobago e Zimbábue. Eles exercerão seus mandatos entre 2027 e 2028.

Em comunicado, o Itamaraty destacou a importância do Conselho de Segurança para a manutenção da paz e da segurança internacional. O Brasil reforçou a necessidade urgente de reformar o órgão para torná-lo mais representativo e legítimo, além de eficiente em seu papel global.

A demanda por reforma tem sido um dos principais temas da diplomacia brasileira desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023.

Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU é formado por 15 membros: cinco permanentes e dez não permanentes. Os membros não permanentes são eleitos pela Assembleia Geral da ONU para mandatos de dois anos.

Os membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — detêm poder de veto nas decisões do conselho. Isso significa que qualquer um desses países pode rejeitar uma resolução, bloqueando sua aprovação.

Para o Brasil, o formato atual do Conselho não reflete as mudanças e necessidades do mundo contemporâneo, reforçando a importância da reforma para que o órgão possa atuar de maneira eficaz e justa.

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