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Novos ônibus passarão a rodar na EPTG a partir de 1º de janeiro

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 A Urbi e a Expresso São José, empresas de transporte coletivo, receberam nesta terça-feira (10/12) novos modelos de ônibus que passarão a rodar na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) em 1º de janeiro de 2020

Os veículos são adequados para a entrada e a saída de passageiros em ambos os lados da via
(foto: Urbi/Divulgação)

A partir de 1º de janeiro de 2020, ônibus com portas também na lateral esquerda começarão a rodar na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). As empresas Urbi Mobilidade e Expresso São José foram as primeiras a receber os novos modelos, que terão permissão para trafegar a partir da saída do centro de Taguatinga e acessar a bifurcação para o Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e o Setor Policial Sul e para fazer o trajeto de volta. De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), cerca de 40 coletivos com porta dos dois lados chegaram ao Distrito Federal. Ao todo, serão 160 novos veículos das empresas Urbi, São José e Marechal. Eles rodarão em 47 linhas, para atender a cerca de 56 mil passageiros.

Até esta terça-feira (10/12), a Urbi Mobilidade recebeu 10 novos ônibus. A previsão é de que cheguem mais 36 até o fim de dezembro. Cada um deles custou R$ 380 mil para a empresa. Na garagem da Expresso São José, estão 30 novos coletivos. Até 31 de dezembro, chegarão mais 30 ônibus exclusivos para trânsito na EPTG. O investimento total foi de R$ 25 milhões. O diretor da operadora, Adriel Lopes, conta que aguarda uma vistoria que será feita pela Semob em cada um dos veículos. “À medida que forem chegando, já serão avaliados. Com a aprovação, as mais de 15 linhas da São José que rodam na EPTG entrarão em operação na primeira semana de janeiro. Nenhum ônibus começa antes do outro. Todos começarão juntos”, explica Adriel.

Ele destaca que a empresa tem um leiaute diferente para os novos modelos de ônibus. Enquanto outras operadoras adotarão coletivos com cinco portas — três do lado direito e duas do esquerdo —, a Expresso São José adota uma entrada e uma saída em cada lado do veículo. “A gente quis fazer diferente para manter a maior quantidade de assentos. Quanto mais portas, menos cadeiras. Os nossos terão 36 assentos”, disse Adriel.

O diretor da São José avalia a medida como positiva para a população. Assim, segundo ele, será possível usar o corredor da EPTG de forma plena, já que haverá, pelo menos, três opções de linhas para quem utiliza a rodovia: semiexpressas, marginais e os novos com entrada e saída pelos dois lados. “Com isso, haverá diminuição, de fato, do tempo de viagem dos passageiros que utilizam a EPTG”, garante.

Fluidez

Para o professor de engenharia de tráfego da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Marques, essa é uma medida importante e que deveria existir há mais de 10 anos, “desde que a EPTG foi aberta naquela configuração”. Ele ressalta que é um atraso bem-vindo para a população e que o impacto vai ser positivo tanto para quem usa o transporte público quanto para quem anda em carro particular.

No entanto, segundo o especialista, uma nova mudança em menos de um ano pode causar confusão na cabeça de quem passa pela rodovia diariamente. “A reversão das faixas exclusivas não foi uma boa medida. Quando o GDF pensou que ajudaria no fluxo, não adiantou. Não trouxe benefícios”, avalia o professor. “Agora, os motoristas estão acostumados com o formato atual e vai mudar novamente. Haverá uma resistência inicial, mas acontecerá finalmente. É, sem dúvidas, algo positivo para toda a população”, afirma o professor Paulo César.

Memória

» Com 12,6km de extensão, a Estrada Parque Taguatinga
(EPTG) foi inaugurada em setembro de 1977, com três faixas em cada sentido. Mas a Linha Verde, iniciada em 2009 na gestão de José Roberto Arruda, modificou completamente a via.
» O projeto original previa 17 passarelas, ciclovia, pista de rolamento exclusiva próximo ao corredor central e paradas de ônibus. A ideia era acabar com os engarrafamentos e incentivar o uso do transporte coletivo.
» Em 18 de março deste ano, o Governo do Distrito Federal iniciou um novo esquema. Nos horários de pico, as faixas exclusivas funcionam em sentido contrário para ônibus. As três faixas no sentido da via funcionam normalmente. A princípio, as alterações serão mantidas até 18 de março de 2020, prazo dado pelo governo às operadoras para que adquiram ônibus com portas de ambos os lados.

Dados

47: número de linhas que terão os novos ônibus
160: total de coletivos que rodarão pela EPTG
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Zoológico de Brasília faz ‘Colônia de Feras’ com atividades para crianças

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Programa oferece 90 vagas para crianças entre 5 e 10 anos. Atividades ocorrem em duas semanas de janeiro.

Jardim Zoológico de Brasília — Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília.

O Zoológico de Brasília abre, nesta terça-feira (7), as inscrições para a “Colônia de Feras” de janeiro. Durante uma semana, crianças entre 5 e 10 anos poderão curtir as atrações do parque com visitas monitoradas e aulas de educação ambiental.

O programa custa R$ 150 e disponibiliza 75 vagas, além de 15 gratuitas para estudantes da rede pública. Os responsáveis devem preencher um formulário online a partir das 14h desta terça no site do Zoo.

A inscrição deve ser confirmada pessoalmente, após apresentação de documentos obrigatórios (veja abaixo).

Visitantes no Zoológico de Brasília — Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília

Visitantes no Zoológico de Brasília — Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília.

Os participantes da “Colônia de Feras” terão aulas sobre a fauna e a flora brasileiras pela perspectiva da preservação ambiental. As atividades serão divididas em duas turmas e vão ocorrer das 13h30 às 17h30 nos seguintes dias:

  • Entre 13 e 17 de janeiro
  • Entre 20 e 24 de janeiro

E se chover?

Zoo de Brasília terá Colônia de Feras para crianças de 5 a 10 anos de idade — Foto: Divulgação

Zoo de Brasília terá Colônia de Feras para crianças de 5 a 10 anos de idade — Foto: Divulgação.

Em caso de chuva, o Zoo informa que a programação pode sofrer alterações. A Diretoria de Educação Ambiental da instituição recomenda que as crianças estejam vestidas com roupas cumpridas e sapatos fechados com meias.

Documentos para inscrição

Alunos da rede pública

  • Declaração de escolaridade
  • Certidão de nascimento
  • Foto 3×4 (será devolvida)
  • Ingresso emitido pela bilheteria

Particulares

  • Certidão de nascimento
  • Foto 3×4 (será devolvida)
  • Ingresso emitido pela bilheteria
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Efetivação de matrículas para 2020 na rede pública do DF começa nesta terça

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Prazo acaba em 14 de janeiro e pais devem ir até a escola onde inscrição foi confirmada. Veja documentos obrigatórios.

Estudantes de escola pública do Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Mary Leal/Secretaria de Educação

Começa nesta terça-feira (7) o período de efetivação de matrículas para o ano letivo de 2020 na rede pública de ensino do Distrito Federal. Pais ou responsáveis devem ir pessoalmente à escola onde a inscrição do aluno foi confirmada para efetuar o procedimento (veja documentos obrigatórios ao final).

A confirmação é necessária para todas as etapas e modalidades de ensino – infantil, fundamental, médio ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) – e o prazo acaba em 14 de janeiro. O GDF prevê que, ao todo, 37,5 mil novos alunos ingressem na rede pública.

Alunos de escola pública do Distrito Federal — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília/Divulgação

Alunos de escola pública do Distrito Federal — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília/Divulgação

Para a confirmação das matrículas, as escolas públicas vão funcionar somente em dias úteis, nos seguintes horários:

  • Das 8h às 12h
  • Das 14h às 17h

Segundo a Secretaria de Educação, quem não efetivar a matrícula perde a vaga e terá que aguardar o período de inscrições para as remanescentes. A pasta alerta que, nesta etapa, as chances de que o aluno estude em uma unidade distante de casa é maior.

Documentos necessários

No site da secretaria, é possível confirmar o endereço da escola onde o aluno está pré-matriculado. Para isso, é preciso digitar o nome completo do estudante (sem acentos ou cedilhas) e a data de nascimento dele.

Novos alunos já podem verificar onde irão estudar em 2020 — Foto: SEEDF/Divulgação

Novos alunos já podem verificar onde irão estudar em 2020 — Foto: SEEDF/Divulgação

Segundo o GDF, se algum dos documentos estiver indisponível na data da efetivação da matrícula, o responsável poderá apresentá-lo “posteriormente”. Veja lista abaixo:

Documentos obrigatórios:

  • Certidão de Nascimento (original e cópia)
  • CPF
  • Duas fotos 3×4
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de tipagem sanguínea e fator RH (conforme lei distrital nº 4.379/2009)

Documentos obrigatórios por etapa/modalidade:

  • Educação Infantil: cópia do cartão de vacina atualizado
  • Ensino fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA): Declaração Provisória de Matrícula (Deprov) ou histórico escolar

Documentos obrigatórios dos responsáveis:

  • Registro Geral (RG)
  • CPF

Filas

Nesta segunda-feira (6), o Centro de Ensino Médio (CEM) 1 de Brazlândia amanheceu com cerca de 50 famílias acampadas dentro da unidade. Muitos pais aguardavam a oportunidade para trocar o turno das aulas.

“Fazer fila em frente às unidades não garante vagas remanescentes na rede pública”, disse a Secretaria de Educação.

Famílias acampam no Centro de Ensino Médio 1 de Brazlândia para tentar vagas remanescentes ou trocar turno das aulas — Foto: TV Globo/Reprodução

Famílias acampam no Centro de Ensino Médio 1 de Brazlândia para tentar vagas remanescentes ou trocar turno das aulas — Foto: TV Globo/Reprodução.

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Aconteceu

Propina no Detran: delegados e policiais embolsam mais de R$ 19 milhões

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Grupo envolvia também a participação de despachantes, donos de pátios de apreensão e comerciantes.

Um total de R$ 842 mil em dinheiro foi apreendido na operação, sendo R$ 558 mil na casa de uma servidora
(foto: Ministério Público de Minas Gerais/Divulgação)

Mais de R$ 19 milhões foram desviados em propinas por organização criminosa composta por delegados, policiais civis e militares, despachantes, comerciantes e donos de pátios de apreensão de veículos em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Minas Gerais (RMBH).

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou nesta quinta-feira (12/12) 16 pessoas que participavam das irregularidades envolvendo o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). Foram recolhidos mais de R$ 840 mil pela força-tarefa, a maior apreensão feita neste ano pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O esquema é antigo e foram identificados crimes cometidos pelo menos desde 2011. A investigação apontou que a organização atuava em praticamente todos os serviços do Detran em Santa Luzia: liberação e transferências de veículos, realização de vistoria e leilões e contava até com a participação de policiais nos lucros de pátios de apreensão do município, licenciados ilicitamente.

Há imagens que mostram o desvio de peças e equipamentos de veículos apreendidos. A organização também fazia blitzes pela Polícia Militar (PM) para a apreensão de veículos.

“Com a liberação, ganhavam propina. Além disso, identificamos a apreensão simulada de veículos no sistema, com o objetivo de acelerar a liberação. Ele era apreendido no sistema da Polícia Civil (PC) e, em seguida, a apreensão era cancelada. O carro nem chegava a ir para o pátio”, afirma a promotora de Justiça do Gaeco Paula Ayres Lima.

A cobrança de propina era a condição para que serviços fossem executados com rapidez. De acordo com a denúncia, o delegado de polícia Christian Nunes de Andrade chefiava o esquema, ficando com metade da propina desviada e 10% dos valores dos leilões. Na casa dele, foram apreendidos carros e motos de luxo. O delegado e mais oito presos estão presos.

“O delegado Christian é o chefe do esquema e o principal beneficiário”, diz promotora.

Penas somam 208 anos

A operação, batizada de “Cataclisma”, identificou crimes de corrupção ativa, passiva, organização criminosa, peculato, inserção de dados falsos nos sistemas de informação e lavagem de dinheiro, com penas que somam 208 anos.

As investigações começaram há três anos, a partir de denúncias anônimas de pessoas lesadas pelo grupo, formado por policiais civis, militares, despachantes, comerciantes e donos de pátios de apreensão de veículos em Santa Luzia.

Segundo a força-tarefa, um dos denunciantes, um homem cuja renda é de um salário mínimo, precisou pagar R$ 140 para a liberação do documento do veículo, que havia comprado para trabalhar. Os valores de propina cobrados eram variáveis, a partir de R$ 20.

Em 28 de novembro, foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária. Somente na residência de uma servidora pública a força-tarefa encontrou a quantia de R$ 558 mil em dinheiro.

“É difícil precisar quanto foi embolsado, mas pela quebra de sigilo fiscal e bancário, os envolvidos apresentaram uma movimentação bancária incompatível”, afirma.

O grupo estima montante de R$ 19 milhões. A operação foi realizada em conjunto com o MPMG, PC, PM e Receita Estadual. A investigação também identificou esquema semelhante em Lagoa Santa, na Grande BH, ainda em apuração.

Denunciados pela Operação Cataclisma

Christian Nunes de Andrade, delegado de polícia

Marcelo Nonato Magalhães, investigador de polícia

Cláudia Márcia da Silva, investigadora de polícia

Emerson Rodrigues, servidor público municipal

Paulo Roberto Ferreira Rosa, policial civil

Wagner Tadeu Pereira Seixas, policial civil

Rodrigo Palhares Horta, policial civil

Nélio Aristeu Zeferino, policial militar

João Pedro Martins, empresário

Bárbara Flaviane dos Santos, empresária

José Moreira de Souza, gerente de pátio de apreensão

Ida do Carmo Bacelete, delegada de polícia

Any Aparecida Fernandes Bacelete Belchior Roberto de Rezende Lara, vigilante

Gliber Dias Machado, comerciante

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