O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma linha de crédito especial para entregadores por aplicativo. A categoria, que cresceu muito nos últimos anos, enfrenta dificuldades para obter financiamento com condições acessíveis.
A proposta visa facilitar o financiamento para compra ou troca de motocicletas com juros menores do que os praticados atualmente no mercado. Isso pode melhorar a renda dos entregadores, já que o custo de manutenção das motos é um dos maiores desafios para esses trabalhadores.
A iniciativa está sendo debatida dentro do Palácio do Planalto e em vários ministérios, focando na redução de custos para quem depende da moto para trabalhar. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a linha de crédito seguirá modelo parecido ao já existente para motoristas por aplicativos e taxistas, com condições especiais, incluindo juros reduzidos.
Atualmente, muitos entregadores recorrem a financiamentos caros ou até aluguel de veículos, o que pode gerar um ciclo de endividamento. O programa pretende oferecer prazos mais longos e taxas mais baixas, contando com a participação de bancos públicos para garantir juros acessíveis.
Um desafio apontado pelo governo é a resistência de instituições financeiras em liberar crédito barato para trabalhadores considerados de maior risco, muitos deles informais. A equipe econômica busca formas de reduzir os riscos, como garantia ou fundos específicos, para viabilizar a linha sem impacto fiscal elevado.
A linha deve ser direcionada principalmente a trabalhadores de baixa renda e sem vínculo formal, e pode incluir outros profissionais que usam a moto para o trabalho. A medida integra uma estratégia do governo para ampliar o acesso ao crédito e melhorar a renda das pessoas informais.
Nos últimos meses, o governo lançou outras iniciativas nessa linha, como o programa de financiamento para motoristas por aplicativo e taxistas e a reformulação do programa Desenrola, que agora inclui trabalhadores informais. Além disso, discute-se a regulamentação do trabalho por aplicativos, com debates no Congresso Nacional envolvendo empresas e representantes dos trabalhadores.
Medidas adicionais para os entregadores
- Remuneração mínima por entrega;
- Pagamento extra pela distância percorrida;
- Pontos de apoio para descanso;
- Mais transparência nos critérios e valores pagos pelas plataformas;
- Discussões envolvendo governo, empresas e trabalhadores para definir regras.
A data oficial de lançamento da linha ainda não foi definida. O governo quer resolver questões pendentes, incluindo tratativas diplomáticas com os Estados Unidos, para lançar o programa em escala suficiente e garantir impacto relevante para a categoria. A linha promete diminuir os custos para quem trabalha como entregador, facilitando o acesso à atividade.

