Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, informou neste domingo (7/6) que a Força Aérea israelense realizou ataques no subúrbio de Dahiyeh, ao sul de Beirute, no Líbano, área conhecida como um dos principais redutos do Hezbollah.
O anúncio foi feito ao lado do ministro da Defesa, Israel Katz. Ambos afirmaram que os bombardeios tiveram como objetivo centros de comando do grupo xiita libanês.
Moradores ouviram ao menos três explosões na região. Até o momento, não há confirmação sobre os alvos atingidos nem informações sobre vítimas.
Na quarta-feira (3/6), o Hezbollah rejeitou o acordo de cessar-fogo negociado entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, que previa a retirada de membros armados do grupo do sul do Líbano, próximo à fronteira israelense.
Autoridades israelenses afirmam que a ação é uma resposta ao lançamento de foguetes contra o norte de Israel na manhã deste domingo, atribuído ao Hezbollah.
Além do norte do país, houve ataque a tiros próximo à Cisjordânia, perto de Qalqilya, que resultou em uma morte e cinco feridos. O suspeito foi morto pelas forças de segurança.
Resposta israelense
Benjamin Netanyahu e Israel Katz reforçaram que Israel continuará reagindo a qualquer ação do Hezbollah contra o território israelense durante o período de cessar-fogo.
As Forças de Defesa de Israel informaram que estão atingindo estruturas e infraestruturas ligadas ao Hezbollah na região de Dahiyeh, e que mais detalhes sobre a operação serão divulgados posteriormente.
Israel afirma ter atacado mais de 150 alvos militares do Hezbollah no sul do Líbano durante o fim de semana, incluindo lançadores de foguetes e centros de comando. No sábado (6/6), dois soldados israelenses morreram em confrontos na região.
No domingo, o Exército israelense relatou ter identificado pelo menos cinco projéteis lançados do território libanês em direção ao norte de Israel, que foram interceptados ou caíram em áreas não habitadas.
O Hezbollah ainda não assumiu a autoria dos lançamentos, mas confirmou ter atacado tropas israelenses em território libanês.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, os ataques no sul do Líbano continuam, mantendo a tensão na fronteira entre os dois países.

