A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma operação chamada Estige e prendeu três suspeitos em flagrante enquanto tentavam cortar o oleoduto da Petrobras em Ceilândia, na noite de sexta-feira (5/6).
Segundo o delegado Fernando Fernandes, responsável pela operação, além do furto, os suspeitos podem responder por colocar em risco a explosão do local e também por crime ambiental.
Especialistas da Transpetro alertam que, em caso de explosão, uma área com cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, oferecendo perigo para muitas pessoas na região.
Do ponto de vista do delegado, houve um risco real de interromper o abastecimento do Distrito Federal até São Paulo, incluindo Minas Gerais e Goiás.
Os suspeitos alugaram uma casa perto do oleoduto há três meses, no condomínio Vista Bela de Ceilândia, onde cavaram um túnel para furtar o combustível. Só nesta semana, eles conseguiram roubar cerca de 100 mil litros, segundo Fernandes.
Um dos presos já havia sido detido há dois anos por tentativa de furto de combustível na mesma região.
Os crimes que os suspeitos podem responder incluem:
- Furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculos, com pena de 2 a 8 anos de prisão;
- Associação criminosa, com pena de 1 a 3 anos;
- Crime ambiental, com pena de 1 a 5 anos;
- Crime contra a segurança pública, com pena de 1 a 4 anos.
De acordo com a Polícia Civil, a soma das penas pode resultar em 5 a 20 anos de prisão para cada suspeito, devido à junção dos crimes.
Inicialmente, quatro pessoas foram presas, mas após investigação foi confirmado que apenas três estavam envolvidos no crime.
Operação Estige
A operação foi nomeada Estige, que é o nome de um rio mítico do submundo grego. O delegado explicou que o nome representa o caráter clandestino e oculto do crime, que ocorreu abaixo da terra.

