SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
A delegada Luana Tamiozzo Medeiros contou em entrevista que prendeu Amanda Maria Souza de Oliveira, uma mulher que fingia ter 12 anos, em 2021.
Na época, a delegada trabalhava em Cachoeirinha (RS) e recebeu uma denúncia sobre possível abuso infantil. Ao investigar, percebeu que a suposta criança era uma mulher.
Após várias buscas, a polícia localizou a mulher que havia passado por vários abrigos. Ela usava um nome falso e foi encontrada em um hospital com várias agulhas no corpo.
Luana Tamiozzo Medeiros prendeu Amanda no hospital, e durante o interrogatório, a mulher tentou continuar fingindo ser criança. A delegada então disse: “Agora chega, eu sei que você é mulher”. Amanda respondeu com voz de adulta e confessou o crime.
Ela afirmou que queria uma família, mas ao tentar fugir, agrediu uma pessoa e ameaçou outra. Foi indiciada por falsidade ideológica, estelionato e outros crimes.
Amanda foi presa em Joinville (SC). A mulher viveu por mais de um ano como filha adotiva de uma família, que acreditava estar ajudando uma menina que fugiu de maus-tratos no Pará.
Ela buscou ajuda inicial em uma igreja, alegando estar fugindo de maus-tratos e apresentando-se como adolescente sem documentos. Durante 14 meses, usou o nome Gabriele e foi tratada como criança.
Amanda disse ter autismo e ter sofrido abusos, que foram usados para reforçar sua mentira. A família chegou até a comemorar seu aniversário de 12 anos e fornecer medicamentos para emagrecer.
A polícia confirmou que Amanda aplicou golpes similares em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

