Por Mariana Mazzaro
Muitas pessoas se perguntam: será que os opostos realmente se atraem? Para a psicóloga Nayara Machado de Almeida, de 36 anos, essa atração entre pessoas diferentes é comum e acontece por curiosidade, admiração e interesse pelo diferente.
Ela explica que o que é diferente chama a atenção porque mostra novas formas de viver e sentir. Às vezes, vemos no outro características que gostamos ou que estamos querendo desenvolver em nós mesmos.
“Normalmente, nos conectamos com o que valorizamos, mas ainda não temos por completo. É como se o outro tivesse partes que estamos construindo dentro de nós”, diz Nayara.
Essa atração pode ajudar no crescimento pessoal, mas precisa de cuidado. Quando a admiração vira dependência emocional, o relacionamento pode ficar desequilibrado e dificultar que cada um mantenha sua individualidade.
As diferenças entre os parceiros também têm um lado positivo, ajudando o casal a crescer junto. Com respeito e segurança emocional, os diferentes pontos de vista ampliam as experiências e ajudam a criar novas habilidades.
Quando o casal está aberto a entender a forma de pensar do outro, as diferenças podem se complementar. Porém, surgem problemas quando há falta de flexibilidade, dificuldade em conversar ou tentativas de controlar o parceiro.
“A diferença em si não é o problema. O que importa é como o casal lida com ela”, destaca a psicóloga.
Para casais muito diferentes, uma comunicação clara e respeitosa é uma ferramenta importante. Isso significa falar dos sentimentos de forma honesta, escutar com atenção e reconhecer o ponto de vista do outro, mesmo quando discordam.
Nayara lembra que há limites para as diferenças em uma relação amorosa. Se elas causam desrespeito, sofrimento frequente ou conflitos sobre valores importantes, pode ser necessário pensar se vale a pena continuar junto.

