SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
A Polícia Civil de São Paulo declarou segredo na investigação da explosão que provocou duas mortes e ferimentos em maio no bairro Jaguaré, na zona oeste da capital.
A decisão pelo sigilo foi tomada devido à complexidade do caso, conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A Polícia Civil continuará realizando diligências, coletando provas periciais, ouvindo testemunhas e vítimas, além de analisar possíveis responsabilidades de pessoas físicas e jurídicas. A proteção das investigações é considerada essencial.
Ontem, a Polícia Civil recebeu o laudo técnico sobre a explosão, realizado pela Polícia Técnico-Científica, mas o conteúdo do relatório não foi divulgado.
O documento foi anexado ao inquérito e está sendo avaliado pelo responsável pela investigação. A Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (3ª Cerco) segue com o trabalho para esclarecer os fatos e apurar responsabilidades.
A explosão afetou residências e resultou em duas mortes e feridos. O acidente aconteceu próximo ao cruzamento das ruas Dr. Benedito de Moraes Leme e Piraúba, na zona oeste de São Paulo.
A Sabesp confirmou que uma tubulação de gás foi atingida durante os reparos realizados pela empresa no local. A explosão ocorreu enquanto a equipe técnica realizava o conserto, informou a companhia.
Funcionários da Comgás também estavam presentes na área durante o incidente, informou a Polícia Militar. Em comunicado, a Comgás explicou que foi acionada às 15h15 por um vazamento de gás causado por obra de terceiros. A equipe chegou ao local às 15h37 e conseguiu eliminar o vazamento.
A concessionária frisou que não estava realizando manutenção no local e que está colaborando com as autoridades nas investigações.
A Sabesp explicou que estava executando uma obra para realocar uma tubulação de água, com alinhamento operacional e acompanhamento da concessionária de gás. Durante os trabalhos, uma rede de gás foi atingida, e as atividades foram imediatamente suspensas. A concessionária acionou a empresa de gás para tratar do problema.
“Durante a mobilização da equipe para o reparo, ocorreu a explosão. As causas estão sendo investigadas pelas empresas e autoridades competentes”, informou a Sabesp.
O Governo de São Paulo mobilizou rapidamente viaturas dos bombeiros, Defesa Civil e da Polícia Militar para atender a ocorrência, e a energia na área foi desligada como medida de segurança.
A oposição apresentou pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar falhas nos serviços da Sabesp e a explosão. O pedido menciona reportagem que mostrou um aumento de 70% nas reclamações, coincidindo com a privatização da empresa em agosto de 2024. A deputada Ediane Maria (PSOL) orquestrou o pedido, que contou com assinaturas dos deputados Carlos Giannazi (PSOL), Leci Brandão (PCdoB), Thainara Faria (PT) e Paulo Fiorilo (PT).
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou que equipes técnicas foram ao local para fiscalizar as concessionárias responsáveis e estão conduzindo as averiguações junto com as autoridades.

