A quatro meses das eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificam ataques ao senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, em meio a controvérsias envolvendo o Banco Master e possíveis tarifas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.
Essa ofensiva segue uma estratégia antiga de enfraquecer adversários políticos, tática que teve efeitos em eleições passadas.
Os ataques ganharam força após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O cientista político André César explica que a base da campanha é usar instrumentos e fatos já conhecidos, amplificando-os. Na eleição de 2022, por exemplo, o PT usou imagens da pandemia para associar o então presidente Jair Bolsonaro à crise sanitária.
“No caso de Flávio, podem citar milícia, filho do Jair, entre outros temas. A estratégia é a mesma, apenas utiliza os elementos disponíveis.”
Um ponto diferente desta eleição é que essa disputa de narrativas começou antes do período oficial da campanha.
Especialistas alertam que essa antecipação pode fazer com que a força dos ataques diminua até a eleição, salvo se surgirem novos fatos para explorar.
Uso das redes sociais
Para Flávio Bolsonaro, o desafio será recuperar as estratégias usadas na vitoriosa campanha do pai, Jair Bolsonaro, em 2018. Sua equipe tem mais alcance e conhecimento do uso político das redes sociais.
O importante é saber quando essa campanha digital começará a trazer resultados positivos para ele.

