A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu impedir que a plataforma de emagrecimento Voy continue funcionando. Publicada no Diário Oficial da União em 26 de maio, essa medida proíbe que o site ofereça ou anuncie seus serviços.
No entanto, a Voy declarou que já tomou as providências necessárias e que não há uma decisão final da Anvisa, por isso continuará operando normalmente.
A Anvisa explica que o site oferece tratamentos e avaliações personalizados para pessoas com obesidade e deveria estar registrado como software médico, o que não aconteceu.
De acordo com o órgão, plataformas que indicam medicamentos e suas dosagens são consideradas softwares médicos.
A empresa responsável, Revia Gestão de Negócios, também não tem a autorização exigida para empresas que precisam de vigilância sanitária, chamada AFE.
O órgão ainda destacou que a Revia não está registrada como farmácia, portanto, não pode vender medicamentos.
Medicamentos comprados fora de farmácias regulamentadas não garantem origem, composição e qualidade, alerta a Anvisa.
O que a Voy diz?
A Voy manifestou surpresa com a decisão e afirmou que o ponto em questão é apenas o reconhecimento regulatório de um questionário digital, e não envolve riscos à segurança dos pacientes, à qualidade do atendimento ou aos medicamentos.
A empresa também negou que comercialize medicamentos, justificando que não se enquadra nas regras que exigem a autorização AFE.
Além disso, disse que o processo está em análise e que ainda não há uma conclusão da Anvisa, por isso segue autorizada a funcionar após adotar as medidas necessárias.
Sobre a Voy
A Voy é uma plataforma digital para tratamento da obesidade que funciona de forma online. O usuário responde um questionário sobre sua saúde, avaliado por um médico que, se apropriado, pode prescrever remédios para perda de peso.
O serviço também oferece acompanhamento durante o tratamento e facilita o acesso aos medicamentos com parceiros.
A plataforma cresceu principalmente por atender quem busca tratamento para obesidade, num momento de alta demanda por medicamentos como semaglutida e tirzepatida.
Estadão Conteúdo
