PELOTAS, RS (FOLHAPRESS)
Os preços do petróleo caíram novamente nesta sexta-feira (26), encerrando uma semana com baixa de 8,16%. Essa queda ocorreu em um momento de retomada gradual do transporte de navios pelo estreito de Hormuz.
O barril de Brent, referência mundial, fechou o dia com queda de 2,16%, sendo cotado a US$ 73,52 — o preço mais baixo desde 27 de fevereiro, antes do início da guerra no Irã.
Nos Estados Unidos, o petróleo tipo WTI terminou em baixa de 3,74%, a US$ 69,23, também a menor cotação desde o começo do conflito, com queda semanal de 9,62%.
Durante a semana, o preço do barril Brent caiu apesar dos problemas no trânsito de navios pelo estreito de Hormuz e das negociações de paz entre EUA e Irã. Na quinta-feira (25), o preço subiu 2,25% após ataques a navios na região.
Na sexta, dez dias após o anúncio de um cessar-fogo, o Exército dos EUA retomou ataques contra o Irã, segundo comunicado do Comando Central. Os bombardeios foram uma resposta a ações atribuídas ao Irã contra um navio comercial no estreito, ocorridas no dia anterior.
O presidente dos EUA, Donald Trump, destacou que o Irã é responsável pelo ataque ao navio Ever Lovely, de bandeira singapuriana. Ele afirmou que o navio sofreu danos, mas conseguiu continuar sua viagem, e mencionou ainda a derrubada de três drones, classificando a ação como uma violação do cessar-fogo.
Apesar disso, o mercado manteve otimismo com a reabertura do tráfego de navios na área. Dados da LSEG indicam que a empresa Saudi Aramco voltou a carregar petróleo em seu terminal de Ras Tanura, no golfo, depois de quase quatro meses parada.
Dois grandes petroleiros, capazes de transportar 2 milhões de barris, receberam cargas no terminal, com outro navio esperando próximo dali.
Phil Flynn, analista sênior da Price Futures Group, comentou que há um sentimento crescente de que o petróleo continuará circulando pelo estreito de Hormuz, prevendo um aumento considerável no fluxo.
June Goh, analista sênior da Sparta Commodities, ressaltou que o mercado está vendendo bastante, reagindo ao aumento dos fluxos pelo estreito e à demanda chinesa que ainda não voltou ao normal.
