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Funcionário é morto ao exigir máscara a cliente e gera comoção na Alemanha

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O funcionário de um posto, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender um cliente que não estava usando máscara. O homem voltou na sequência e sacou um revólver

Máscara: em crime brutal, homem matou um funcionário do posto por ser solicitado a usar a proteção (AFP/AFP)

O homicídio de um funcionário em um posto de gasolina na Alemanha, no último sábado, 18, por se negar a registrar as compras de um cliente sem máscara, gerou fortes reações no país.

O assassino de 49 anos, morador de Idar-Oberstein, foi detido, segundo anunciou a polícia da Renânia-Palatinado em um comunicado na segunda-feira, 20.

O funcionário, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender o cliente, que queria comprar cervejas, por não estar usando máscara de proteção contra o coronavírus.

Irritado, o homem saiu da loja, deixando as cervejas no balcão. Voltou uma hora e meia depois, de máscara, mas tirou-a para provocar uma reação do caixa.

Depois de ser novamente solicitado a usar sua máscara da maneira correta, o cliente sacou um revólver e atirou no estudante, que morreu na hora, relatou a polícia.

O suspeito se apresentou no dia seguinte na delegacia.

O homem disse aos policiais que se sentiu “acuado” pelas medidas de combate à pandemia da covid-19, considerando-as como uma “crescente violação de seus direitos” e que não viu “outra saída”, disse ontem o promotor Kai Fuhrmann.

Os investigadores revistaram seu apartamento, onde encontraram a arma do crime, assim como outras armas de fogo e munições.

O prefeito de Idar-Oberstein, Frank Frühauf, lamentou esse ato “terrível”. Os moradores depositaram flores e velas em frente ao posto de gasolina.

A ministra da Agricultura, Julia Klöckner, do partido conservador de Angela Merkel, CDU, na região, disse ter ficado chocada com o assassinato.

No Twitter, a líder ambientalista Katrin Göring-Eckardt afirmou estar “profundamente abalada” com a morte do jovem, “resultado cruel do ódio”, segundo ela.

A polícia não especificou se o assassino faz parte do movimento “Querdenker” (“Pensadores Livres”). Este grupo se tornou a principal voz crítica das restrições sanitárias impostas na Alemanha durante a pandemia.

Em abril deste ano, os serviços de Inteligência da Alemanha anunciaram que estavam monitorando membros do Querdenker, sob suspeita de vínculo com o extremismo de direita.

 

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Presidente de Taiwan confirma presença de tropas de treinamento dos EUA

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Ao ser questionada pelo canal CNN sobre quantos soldados americanos se encontram estacionados em Taiwan, Tsai respondeu: “Não tantos quanto as pessoas pensam”

(crédito: Sam Yeh / AFP)

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, confirmou a presença de um número reduzido de tropas americanas para ajudar a formar o exército da ilha e disse ter “fé” em que os Estados Unidos defenderão a ilha contra a Chin.

As declarações de Tsai Ing-wen provocaram a imediata reação da China, que criticou duramente, nesta quinta-feira a presença de militares americanos em Taiwan.

“Nós nos opomos firmemente a qualquer forma de intercâmbios oficiais e contatos militares entre Estados Unidos e Taiwan”, disse à imprensa o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

Em um editorial, o jornal nacionalista chinês Global Times considerou que, “com a presença de soldados americanos em Taiwan, cruzou uma linha vermelha”.

No início do mês, uma fonte do Pentágono confirmou pela primeira vez a presença de tropas americanas em Taiwan. Até agora, no entanto, nenhum líder desta ilha havia admitido esta presença, publicamente, desde a saída da última guarnição americana em 1979. Neste ano, Washington transferiu seu reconhecimento diplomático de Taipei para Pequim.

Ao ser questionada pelo canal CNN sobre quantos soldados americanos se encontram estacionados em Taiwan, Tsai respondeu: “Não tantos quanto as pessoas pensam”.

“Temos uma ampla cooperação com os Estados Unidos com o objetivo de aumentar nossas capacidades defensivas”, afirmou.

À pergunta sobre se confiava em uma ajuda americana em caso de ataque da China, a presidente taiwanesa respondeu: “Tenho fé”.

Em um discurso para deputados nesta quinta, o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-Cheng, retomou a questão.

“Temos intercâmbios pessoais, e eles estão aqui para cooperação militar. Mas isso é diferente, segundo minha definição, de ter ‘tropas estacionadas'”, afirmou.

Ambiguidade estratégica

Ontem, o presidente americano, Joe Biden, disse que os EUA estão “profundamente preocupados com as ações coercitivas e agressivas da China (…) no estreito de Taiwan”.

As tensões foram aumentando, em meio às incursões aéreas chinesas perto deste país.

Estas ações “ameaçam a paz e a estabilidade regionais”, acrescentou Biden, conforme uma gravação de suas declarações obtida pela AFP.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, também provocou a ira de Pequim, ao defender na terça-feira a “participação significativa” de Taipei nos órgãos da ONU e na cena internacional.

“A exclusão de Taiwan mina o importante trabalho da ONU e de suas agências”, frisou, insistindo em que a contribuição da ilha é necessária para abordar “um número sem precedentes de desafios globais”.

“Taiwan não tem direito de participar da ONU”, respondeu Pequim imediatamente, por meio do porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, Ma Xiaoguang.

É provável que a delicada questão de Taiwan fragilize ainda mais as relações entre Estados Unidos e China, que passam por seu ponto mais baixo em anos. Na semana passada, Biden pareceu querer enviar uma nova mensagem de firmeza a Pequim.

Ao ser perguntado na semana passada sobre a possibilidade de uma intervenção militar americana para defender Taiwan, no caso de um ataque chinês, o presidente dos EUA respondeu afirmativamente: “Sim, estamos comprometidos nesse sentido”.

Sua declaração pareceu contradizer a velha postura de “ambiguidade estratégica” americana. No âmbito desta política, Washington ajuda Taiwan a construir e reforçar sua defesa, mas sem prometer, explicitamente, apoiar a ilha em caso de ataque.

A fala de Biden não foi bem recebida em Pequim e, pouco depois, o governo americano garantiu que mantém “sem alterações” sua política em relação a Taiwan.

A China considera Taiwan como uma de suas províncias, embora não controle esta ilha de 23 milhões de habitantes, e prometeu reunificá-la – à força, se necessário.

“O princípio de uma única China é a base das relações sino-americanas”, ressaltou o porta-voz da diplomacia chinesa nesta quinta-feira.

“Os Estados Unidos não devem subestimar a forte determinação do povo chinês em defender sua soberania e integridade territorial”, advertiu Wang.

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Menino de 10 anos caminha da Itália até Londres, na Inglaterra, para abraçar a avó

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Romeu Cox andou durante 93 dias por 4 países diferentes. Ele reencontrou a avó no início de outubro.

Romeo realizou o trajeto a pé, de bicileta e de barco. — Foto: Reprodução/Instagram/romeos_big_journey_home

Mesmo com todas as restrições causadas pela pandemia da Covid-19, Romeo Cox, de 10 anos, morador de Palermo, na Itália, tinha somente um desejo: dar um abraço na avó, que morava em Londres, na Inglaterra.

A distância e as restrições de viagens impostas pelos países não o impediram de percorrer um árduo trajeto de 2.800 km para chegar até sua avó.

Romeo chegou no dia 20 de setembro à Trafalgar Square, em Londres, depois de percorrer 4 países diferentes durante 93 dias. Ele teve que ficar em isolamento por 14 dias antes de rever a avó.

O jovem aproveitou a aventura para conscientizar as pessoas sobre a situação dos refugiados.

Cox documentou a viagem nas redes sociais e aproveitou a plataforma para mostrar as dificuldades que refugiados enfrentam em uma jornada que eles são obrigados a fazer. Em uma publicação ele relatou um encontro que teve com um jovem sudanês. “Este é Bakhit, um menino sudanês que conheci hoje. Ele estava no penhasco olhando para a Inglaterra, onde diz que seu irmão está. Ele viajou milhares de quilômetros como eu, mas está escapando do conflito e está sozinho. Posso rever minha família, mas ele não tem permissão para ficar com a dele”.

Cox utilizou as redes sociais para relatar as aventuras durante o trajeto — Foto: Reprodução/Instagram/romeos_big_journey_home

Cox utilizou as redes sociais para relatar as aventuras durante o trajeto — Foto: Reprodução/Instagram/romeos_big_journey_home

Em uma entrevista à BBC, Cox disse que teve a ideia na quarentena, mas manteve em segredo. O objetivo era viajar sem usar carros e aviões. O trajeto foi feito a pé, de bicicleta e até de barco ao lado do pai e um burro [animal] que carregou as malas dos dois. Eles caminharam cerca de 20 km por dia.

Como toda aventura, essa também teve alguns problemas. Romeo e o pai tiveram imprevistos com alguns animais selvagens ao longo do caminho. Eles se hospedaram em albergues durante alguns dias, no entanto, para o jovem Romeo, os melhores dias eram quando os dois dormiam no meio do nada, entre florestas e sob a luz das estrelas.

Pelas redes sociais Romeo informou que está planejando uma nova aventura. Ele usa o reconhecimento para arrecadar fundos para refugiados.

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Mãe e filho que se perdeu quando tinha 10 anos se reencontram 70 anos depois

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Homem fugiu da casa da família e foi adotado quando ainda era criança. Com mais de 80 anos, reencontrou a mãe por meio de uma publicação no facebook.

Abdul Kuddus Munsi e a mãe Mongola Nessa se reencontram após 70 anos — Foto: Mohammad AYUB / AFP

Um homem de Bangladesh, de 82 anos, reencontrou sua mãe, de 100, graças às redes sociais, após quase 70 anos de afastamento.

Abdul Kuddus Munsi foi enviado para morar com seu tio quando tinha em torno de 10 anos, mas perdeu contato com a família depois de fugir e ser adotado por duas irmãs.

“Este é o dia mais feliz da minha vida”, disse ele à AFP em Brahmanbaria, distrito da fronteira leste onde nasceu, em 1939.

Em abril, um empresário publicou um vídeo de Kuddus no Facebook, pedindo ajuda para que pudesse encontrar seus pais. Tudo o que Kuddus lembrava de sua primeira década de vida eram os nomes de seus pais e de sua aldeia.

Um parente distante da aldeia viu a foto e informou a Kuddus que sua mãe, Mongol Nessa, ainda estava viva.

Kuddus – agora pai de três filhos e cinco filhas – viajou cerca de 350 quilômetros, da cidade de Rajshahi, para vê-la.

Quando reencontrou a mãe, ela o identificou por uma marca na mão, assim como a que irmã tem. “Minha mãe é muito idosa e não consegue falar direito”, comentou.

“Ela chorava depois de me ver e segurar minhas mãos. Eu disse a ela ‘seu filho está de volta e você não precisa se preocupar com nada daqui para frente'”, contou.

“Eles se deram as mãos e choraram por um longo tempo”, disse o sobrinho de Kuddus, Shafiqul Islam, à AFP.

“Centenas de moradores que vieram presenciar o reencontro também tinham lágrimas nos olhos”, acrescentou.

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Israel aprova construção de mais de 3.000 casas para colonos na Cisjordânia

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O ministério israelense da Construção anunciou na segunda-feira licitações para outras 1.355 casas para colonos na Cisjordânia

(crédito: AHMAD GHARABLI / AFP)

Israel aprovou nesta quarta-feira a construção de 3.144 casas para os colonos na Cisjordânia ocupada, anunciou o exército do Estado hebreu.

O comitê de planejamento da administração civil deu a aprovação definitiva a 1.800 residências e autorizou outras 1.344 construções, anunciou o porta-voz do organismo militar, responsável pelos casos civis nos Territórios Palestinos.

O anúncio foi feito um dia depois de uma declaração crítica da diplomacia dos Estados Unidos, que expressou “profunda preocupação” com a política israelense de construção das colônias.

Esta é uma das posições mais firmes dos Estados Unidos a respeito da colonização israelense nos Territórios Palestinos desde a chegada do presidente Joe Biden à Casa Branca no início do ano.

As autorizações afetam colônias de norte a sul da Cisjordânia.

O ministério israelense da Construção anunciou na segunda-feira licitações para outras 1.355 casas para colonos na Cisjordânia.

Quase 475.000 colonos residem na Cisjordânia, onde vivem 2,8 milhões de palestinos.

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EUA passam a emitir passaporte para pessoas não binárias

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Dessa forma, país se junta a grupo seleto que reconhece o direito das pessoas que não se reconhecem como masculino ou feminino

(crédito: Jerónimo Roure Pérez/ wiki)

O governo dos Estados Unidos emitiu, pela primeira vez, um passaporte para pessoas não binárias, que não se identificam nem com o gênero feminino e nem masculino. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (27/10) pelo Departamento de Estado.

Agora, além das opções de masculino e feminino, o viajante poderá marcar a opção gênero X, que simboliza neutralidade, quando não se identificar com as outras duas possibilidades.

Em nota, o Departamento de Estado ressaltou que a mudança visa promover a liberdade, dignidade e equidade para todas as pessoas. “O departamento também continua a trabalhar em estreita colaboração com outras agências governamentais dos EUA para garantir uma experiência de viagem o mais tranquila possível para todos os portadores de passaporte, independentemente de sua identidade de gênero”, diz a nota.

A pasta disse acreditar que a atualização estará disponível para todos a partir de 2022.

Pelo mundo, somente alguns países como Canadá, Alemanha, Dinamarca, Argentina e Austrália contam com passaporte para pessoas não binárias. No nosso vizinho sul-americano, a mudança ocorreu neste ano e também vale para o documento nacional de identidade (DNI).

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Primeira aparição pública do filho do mulá Omar, ministro no Afeganistão

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“Nossos irmãos empresários (…) devem investir aqui”, declarou Mohammad Yaqub no principal hospital militar de Cabul, o Sardar Mohammad Dawood Khan

(crédito: Taliban Defence Ministry / AFP)

O ministro da Defesa do Talibã, Mohammad Yaqub, filho do fundador do movimento fundamentalista, mulá Omar, apareceu em público pela primeira vez nesta quarta-feira (27), pedindo aos afegãos que apoiem os hospitais.

A intervenção, na televisão, mostra a evolução midiática dos talibãs, que buscam obter o reconhecimento da comunidade internacional, desde seu primeiro regime (1996-2001) sob mulá Omar, que praticamente nunca se mostrava em público nem permitia a difusão de imagens suas.

“Nossos irmãos empresários (…) devem investir aqui”, declarou Mohammad Yaqub no principal hospital militar de Cabul, o Sardar Mohammad Dawood Khan.

“Se permanecermos sinceros e comprometidos com esse objetivo, podemos esperar que dentro de um ou dois anos alcançaremos nossa meta: que nenhum afegão precise deixar o país para se tratar em outro lugar”, acrescentou ele, em um vídeo divulgado pelo governo talibã.

A economia afegã, prejudicada após décadas de guerra, está parcialmente paralisada desde que o Talibã voltou ao poder em agosto.

De acordo com a ONU, o Afeganistão tem uma das maiores taxas de mortalidade materna e infantil do mundo.

Até o Talibã chegar ao poder, Mohammad Yaqub era o chefe de sua poderosa comissão militar, que decidia os rumos estratégicos da guerra contra o governo afegão.

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