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Zema recorre a Doria para manter apoio do PSDB a governo em Minas

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Possibilidade de o partido deixar a base do governo na Assembleia Legislativa do estado é defendida por Aécio Neves, ex-presidente da sigla

Governador de Minas telefonou para Doria no fim de semana e afirmou que precisa da bancada tucana, que conta com seis deputados estaduais (Gil Leonardi/Imprensa MG/Divulgação)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), recorreu ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para evitar a saída dos tucanos da base do Palácio Tiradentes na Assembleia Legislativa. A possibilidade de o partido se transformar em independente foi defendida na convenção estadual do PSDB de Minas, no sábado, e tem como um de seus principais defensores o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

Zema telefonou para Doria ainda no fim de semana. Disse que precisava da bancada tucana, que tem seis parlamentares, de um total de 77 deputados estaduais. O governador de São Paulo, hoje o principal nome da legenda no plano nacional, se comprometeu a ajudar.

“O PSDB vai manter seu apoio na base ao governador Romeu Zema. Ele é um homem honesto e decente. Recebeu uma herança maldita do PT, do Fernando Pimentel”, disse Doria. O petista Pimentel antecedeu Zema como governador de Minas Gerais e concorreu à reeleição no pleito de 2018.

O embate colocou o governador paulista e Aécio em rota de colisão mais uma vez. No último domingo, durante a convenção estadual da sigla em São Paulo, Doria evitou fazer comentários sobre a possibilidade de expulsão do deputado federal. O presidente do partido no estado, Marco Vinholi, ligado ao governador paulista, defende a expulsão do tucano mineiro da sigla.

Aécio foi governador de Minas por duas vezes, senador por um mandato e candidato à Presidência da República em 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). Sob investigação e réu na Lava Jato, o tucano, no entanto, perdeu força política, não conseguiu articular a reeleição para o Senado e acabou se candidatando a deputado federal. Teve 106 mil votos. Na disputa, entre os eleitos, ficou na 19.ª posição.

O PSDB tem um secretário no primeiro escalão do governo Zema – o ex-deputado federal e ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio Mattos. O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Luiz Humberto Carneiro, também é do PSDB. Ambos não participaram da convenção em Minas.

O presidente do PSDB em Minas Gerais, deputado federal Paulo Abi Ackel, que assumiu o cargo no sábado, confirmou o contato com o governador de São Paulo. “Converso com Doria com muita frequência sobre muitos assuntos e sobre Minas Gerais. E noto que tem preocupação com o Estado. Mas sobre a política mineira e sobre os destinos do partido em Minas, nada foi falado e o governador não se sentiria à vontade para fazê-lo.”

O deputado disse que a possibilidade de o partido adotar postura de independência em relação a Zema “não é algo para ontem”. “Vamos provocar um debate dentro da legenda. Não podemos ser caudatários de um projeto político de outro partido, que é menor que o nosso”, afirmou Abi Ackel.

O governo Romeu Zema não se posicionou sobre a disputa envolvendo o PSDB de Minas e o de São Paulo. A convenção nacional do partido será no dia 31.

Retorno

O principal objetivo de Aécio Neves ao querer ver o PSDB longe do governo Zema é tentar pavimentar um possível retorno ao topo da política nacional, mesmo respondendo a diversos inquéritos na Justiça. Para isso, o tucano precisa, primeiro, voltar a ter expressão no cenário político de Minas.

Na convenção de sábado, o parlamentar foi aplaudido ao discursar, mas nada que destoasse das palmas a outros integrantes da legenda. Também não havia faixas de apoio. De forma oficial, Aécio tem o mesmo discurso do presidente da legenda, de que o partido não pode ser signatário de uma sigla que não tem o mesmo projeto dos tucanos, por isso o melhor caminho seria a independência.

Segundo o deputado, o projeto dos tucanos não é o “ultraliberalismo”, conforme disse em sua fala no sábado. A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado e não obteve retorno até a conclusão desta edição.

 

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Frota critica governo Bolsonaro: “Não pode opinar que é expulso”

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Deputado federal foi expulso do PSL na terça-feira, 13 e, três dias depois, se filiou ao PSDB, com apoio do governador de São Paulo, João Doria

Deputado Alexandre Frota: “Bolsonaro quer fazer as coisas do jeito dele, ouve muito pouco aqueles que querem se posicionar” (Valter Campanato/Agência Brasil)

São Paulo — O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), expulso na última semana do PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, criticou o que chamou de “ditadura bolsonariana” na noite de segunda-feira, 19, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Segundo Frota, que apoiou o presidente durante a disputa eleitoral, não existe abertura ao diálogo e nem espaço para quem pensa diferente.

“Bolsonaro quer fazer as coisas do jeito dele, ouve muito pouco aqueles que querem se posicionar. E a gente tem que procurar um diálogo, ele não está aberto a isso, ele está aberto só para determinadas pessoas que ele acha que fazem parte do mundo dele” afirmou, citando que o presidente ouve o filho Carlos Bolsonaro vereador no Rio, o filósofo Olavo de Carvalho e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins.

Segundo ele, o comportamento de apoiadores do presidente nas redes sociais configuraria uma “ditadura”. “Você não pode falar nada, não pode criticar, não pode opinar, que você é expulso. Haja vista o que passou o Santos Cruz, o (Gustavo) Bebianno (ministros demitidos).

Todo mundo que esbarra em alguma coisa, que cria uma divergência, que dá uma opinião contrária, se torna a ovelha negra. Não pode falar nada. Eu acho isso uma ditadura bolsonariana, não existe diálogo, não existe uma democracia ali”.

Questionado se não foi possível perceber isso durante a campanha Frota negou e disse que o presidente mudou. “É uma outra pessoa. Era aberto, comunicativo. Vejo ele tomando atitudes e interferindo no Coaf, na Receita, na PF.

Se algo não o agrada, ele muda”, afirmou. “Pelo menos comigo e com algumas pessoas que você conversa, elas têm esse mesmo entendimento da maneira como ele se comporta, com determinadas ações, coisas combinadas que se perderam no meio do caminho”, afirmou.

Expulsão do PSL e filiação ao PSDB

O deputado federal foi expulso do PSL na terça-feira, 13 e, três dias depois, se filiou ao PSDB, com apoio do governador de São Paulo, João Doria. Em relação à saída do partido, disse que é necessário respeitas as legendas, “mas não se tornar um fantoche do partido”.

Sobre o novo partido, disse que não retira nenhuma das críticas que fez no passado, mas que agora é outro momento. “Estou começando agora dentro desse partido, um partido renovado, a convite do João Doria e do Bruno Araújo (presidente do PSDB). Acho que vou ter mais independência, mais liberdade”, disse.

Equilíbrio

O deputado defendeu a abertura de diálogo e o equilíbrio na relação com a oposição. “Se eu colocar fogo de um lado e o Paulo Pimenta (líder do PT na Câmara dos Deputados) colocar fogo do outro lado, as coisas não andam. Quando tiver que bater eu vou bater, mas quando tiver que trabalhar em cima de um equilíbrio, eu vou fazer isso”.

 

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Moro e Araújo proíbem entrada de altos funcionários de Maduro no Brasil

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Portaria editada pelos ministros prevê o “impedimento” de ingresso no país de “altos funcionários do regime venezuelano de Nicolás Maduro”

Moro – Araújo: ministros editaram portaria que impede a entrada de alto escalão de Maduro no Brasil (Alan Santos/PR – Marcos Corrêa/PR/Site EXAME)

Os ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Ernesto Araújo(Relações Exteriores) editaram nesta segunda-feira, 19, portaria que prevê o “impedimento” de ingresso no País de “altos funcionários do regime venezuelano de Nicolás Maduro, que, por seus atos, contrariam princípios e objetivos da Constituição Federal, atentando contra a democracia, a dignidade da pessoa humana e a prevalência dos direitos humanos”.

“Os nomes das pessoas de que trata o caput constarão de rol taxativo a ser elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e, posteriormente, encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz o ato dos ministros.

Segundo o texto, “as pessoas listadas no rol taxativo não poderão ingressar no território nacional”.

 

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MP que transfere Coaf para o Banco Central deve ser publicada nesta terça

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O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, informou ao blog da Juliana Dualibi que a Medida Provisória para a transferência do Coaf para o Banco Central deve ser publicada nesta terça-feira.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras é atualmente vinculado ao Ministério da Economia. Entre outras funções, o órgão atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

De acordo com o blog, um dos primeiros reflexos da mudança é que os colaboradores passam a ser funcionários de carreira do BC. Com isso, o atual presidente do Coaf, Roberto Leonel, terá que sair do cargo.

No início do governo Bolsonaro, o Coaf ficava no Ministério da Justiça, mas foi para a Economia após votação no Congresso, em maio.

 

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