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“Populista e pouco responsável”, diz Doria sobre desafio de Bolsonaro

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Bolsonaro responsabilizou estados pela alta do preço nos combustíveis e desafiou governadores a acabarem com impostos

João Doria: para Doria, o presidente da República não pode “jogar no colo” dos governadores a responsabilidade (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília — O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu o “desafio” feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em torno do preço dos combustíveis. O tucano chamou de “populista e pouco responsável” a atitude do chefe do Planalto, de cobrar dos Estados a redução do ICMS sobre o produto.

Mais cedo, Bolsonaro voltou a responsabilizar os Estados pela alta do preço nos combustíveis. “Eu zero o (imposto) federal, se zerar ICMS. Está feito o desafio aqui. Eu zero o (imposto) federal hoje e eles (governadores) zeram ICMS. Se topar, eu aceito. Está ok?”, afirmou.

O comentário foi uma reação a críticas de governadores sobre a intenção do governo federal de alterar a forma de cobrança de ICMS sobre a gasolina e o diesel.

Na sequência, após reuniões com senadores do PSDB em Brasília, Doria devolveu. “Na base da bravata, a bravata me lembra populismo, populismo me lembra algo ruim para o Brasil”, disse o tucano, afirmando que os governadores poderiam, mas não foram chamados para um diálogo com Bolsonaro sobre o assunto.

Para Doria, o presidente da República não pode “jogar no colo” dos governadores a responsabilidade, pois a União tem incidência maior no preço dos combustíveis. “Mas a imposição aos governadores dos Estados brasileiros do que cabe a eles, a responsabilidade na redução do ICMS e consequentemente do preço dos combustíveis, é uma atitude populista e ao meu ver pouco responsável.”

O preço dos combustíveis marca mais uma disputa de discursos entre Jair Bolsonaro e João Doria, possíveis adversários na disputa presidencial de 2022.

“Entendimento se faz reunindo, agrupando, não se faz por WhatsApp. Eu não conheço governo por WhatsApp”, provocou o governador.

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Doria anuncia parceria com Google para mapear endereços de propriedades rurais

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O governo de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira (11), uma parceria com Google para mapear e criar endereços para moradores de áreas rurais do Estado. Segundo João Doria (PSDB), uma ferramenta da empresa vai calcular o código postal das propriedades com dados obtidos via satélite. Essas informações vão ser incorporadas ao sistema do governo e, assim, serão gerados os novos endereços digitais.

Doria também afirmou que a ação vai iniciar o registro de 60 mil quilômetros de estradas que ainda não foram mapeadas no Estado. “É uma iniciativa inédita que, em um primeiro momento, vai atingir dois milhões de brasileiros no Estado de São Paulo e terá um impacto muito grande na área agrícola”, declarou.

O projeto vai custar R$ 6 seis milhões e durará três anos. Nos primeiros seis meses, o Google vai fazer a compilação dos dados dos satélites.

Secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira diz que a medida transforma a vida dos paulistas também na área da saúde. “Óbvio que não é um projeto de construção de escolas e nem construção de postos de saúde, mas sim de levar ambulância onde a pessoa precisa. É o tempo de resposta do problema que é colocado”, disse.

Ainda segundo o governo, o programa também vai reforçar a segurança pública do Estado, facilitando a presença da Polícia Militar (PM) em toda área rural.

Durante a coletiva, Doria se recusou a responder perguntas da imprensa que fugissem do assunto de Ciência e Tecnologia.

 

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Alesp aprova aumento de 5% para policiais; deputados criticam percentual

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Segundo estimou a Secretaria da Fazenda, Planejamento e Gestão, o impacto no orçamento de 2020 será de R$ 1,5 bilhão.

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na noite desta terça-feira (26) o projeto de lei complementar que estabelece aumento de 5% nos salários dos policiais militares, civis e agentes de segurança a partir de janeiro de 2020.

A proposta de autoria do governador João Doria (PSDB) terá efeito sobre pagamento efetuado a cerca de 148 mil policiais militares, além de 46 mil civis e 34 mil agentes penitenciários, levando em consideração agentes da ativa e pensionistas.

Para que o aumento seja efetivado, a medida ainda precisa ser sancionada pelo governador. Os deputados destacaram a reação decepcionada das categorias com o percentual de aumento proposto.

“Os projetos decepcionaram as categorias, mas eu entendo que os deputados tem dois caminhos: ou aprovam essas melhoras, ainda que não sejam satisfatórias, ou recusam essas melhoras prejudicando os funcionários. Portanto, eu entendo que se vem um projeto dando 5% de aumento, e nós obstruirmos o projeto, nós prejudicamos os policiais”, disse a deputada Janaina Paschoal (PSL), de acordo com o divulgado pela comunicação da Assembleia

O deputado Paulo Fiorilo (PT) também criticou a margem de aumento. “O governo aplicou um golpe nos militares, policiais civis e nos agentes penitenciários, porque ele prometeu o melhor salário do país e propôs um aumento de 5%. É um absurdo e o próprio impacto mostra que está muito aquém daquilo que o governo poderia investir. Infelizmente o governador não está cumprindo a palavra dele”, disse.

Segundo estimou a Secretaria da Fazenda, Planejamento e Gestão, o impacto no orçamento de 2020 será de R$ 1,5 bilhão. “Com isso, reafirmamos o nosso compromisso de melhorar ano a ano a condição salarial dos policiais e do sistema prisional”, disse o governador na data do anúncio da proposta, no fim de outubro.

Em nota na oportunidade, a Associação dos Oficiais Militares do Estado de SP (Defenda PM) disse que o reajuste não resolve a necessidade da corporação, que acumula defasagem salarial nos últimos anos.

Já o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) afirmou que anúncio “prova que os policiais não são vistos, pelo governo, como importante atores das garantias dos direitos do cidadão”.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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Doria confirma transferência da Ceagesp e concessão de entrepostos

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O governador de São Paulo afirmou que a Ceagesp será transferida para um local maior e próximo de rodovias

Ceagesp: a transferência deve ocorrer até 2024, informou Doria (Governo do Estado de São Paulo/Flickr)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), oficializou nesta sexta-feira, 25, a transferência de local da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), maior entreposto do Brasil e da América Latina. “Vamos transferir para uma área que é quatro ou cinco vezes maior que a atual e próxima de rodovias”, afirmou o governador, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes.

Segundo Doria, o decreto autorizando a construção para um ou mais entrepostos em diferentes locais foi publicado nesta sexta no Diário Oficial do Estado. Contudo, o governador não informou o novo local que abrigará a nova Ceagesp.

“Essa mudança vai ocorrer em até cinco anos, em 2024. A Ceagesp atual vai ser fechada apenas quando um ou mais entrepostos novos estiverem prontos”, explicou Doria. Para receber o novo entreposto, a área precisa ter, no mínimo, 300 mil metros quadrados.

Além da mudança de local, ficou acertada a transferência da gestão das atividades dos futuros entrepostos para a iniciativa privada. Os novos gestores dos ativos ainda serão definidos futuramente em processo concorrencial.

O espaço atual da Ceagesp, que pertence à União, irá abrigar o futuro Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (Citi), que será ocupado por empresas privadas.

Para Doria, o fechamento da atual Ceagesp terá impacto positivo no trânsito da região, retirando caminhões que circulam pelas marginais, e melhorando as condições de segurança no local.

Além disso, Doria acredita que os novos entrepostos ajudarão a reduzir os preços dos produtos comercializados para a população. Uma das regras da concorrência é que os novos projetos movimentem dois milhões de toneladas de alimentos.

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