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sexta-feira, 08/05/2026

dólar cai para r$4,89 com emprego forte nos eua e bolsa sobe

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FOLHAPRESS

O dólar terminou o dia vendido a R$ 4,89, o menor valor desde janeiro de 2024, caindo 0,54% nesta sexta-feira (8). Isso acontece após divulgação de bons números de emprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas. O mercado global também esteve mais favorável a investimentos de risco, beneficiando o real brasileiro.

A Bolsa de Valores do Brasil fechou em alta de 0,48%, atingindo 184.108 pontos, recuperando algumas perdas recentes. No ano, o dólar já caiu 10,8% frente ao real, enquanto o Ibovespa subiu 14,3%.

Os dados mostraram que a economia dos EUA criou 115 mil empregos no setor fora da agricultura em abril, bem acima da previsão de 62 mil. A taxa de desemprego manteve-se em 4,3%. Economistas acreditam que esses números indicam uma economia americana resiliente, o que ajuda a afastar preocupações de estagflação — quando o crescimento econômico desacelera e a inflação sobe.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, afirmou que o mercado de trabalho americano está equilibrado, mesmo considerando os conflitos no Oriente Médio. Segundo ele, o Federal Reserve (Fed) deve manter a política de juros atual por enquanto, focando na observação da inflação e dos impactos internacionais.

Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, destacou que os bons números dão segurança para o Fed definir a trajetória dos juros, afastando temores de desaceleração econômica grave.

No exterior, o dólar recuou e as bolsas americanas alcançaram novos recordes: o S&P 500 subiu 0,84% e o Nasdaq ganhou 1,71%. O diferencial de juros entre Brasil e EUA também influenciou a valorização do real. Enquanto o Fed manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, o Comitê de Política Monetária (Copom) brasileiro reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano.

Bruno Shahini, investidor da Nomad, afirmou que o Brasil atrai capital estrangeiro não só pela alta taxa de juros, mas também pela liquidez do mercado e perspectiva de cortes futuros na Selic, além da inflação mais controlada e um Banco Central atuante.

O cenário internacional ainda inclui tensão no Oriente Médio, com os EUA e o Irã envolvidos em conflitos recentes. Apesar disso, o presidente americano Donald Trump informou que o cessar-fogo está mantido. As negociações para um acordo de paz envolvendo o estreito de Hormuz, passagem estratégica para petróleo e gás, seguem em andamento, segundo declarações do Paquistão.

Bruno Cordeiro, analista da StoneX, afirmou que o mercado está entre a cautela do cessar-fogo e o ceticismo quanto a um acordo definitivo. O conflito impacta preços do petróleo, que subiram para US$ 100,49 o barril do Brent em julho, pressionando mercados globais.

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