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sexta-feira, 08/05/2026

Governo libera 19 milhões para plantar árvores e identificar pontos de calor

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Em Brasília

O Governo do Brasil anunciou a liberação de R$ 19 milhões para apoiar projetos de plantio de árvores e o lançamento do sistema Geocau, que ajuda a identificar áreas mais quentes nas cidades. O anúncio foi feito durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, realizado em Brasília (DF), com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério das Cidades.

Essas ações fazem parte do projeto CITinova II, resultado da colaboração entre os três ministérios. Nos últimos 11 anos, o planeta registrou os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), com efeitos mais fortes nas áreas urbanas. O edital ArborizaCidades, financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e Fundo Clima, destina os recursos para municípios com população entre 20 mil e 750 mil habitantes, com limite de R$ 2 milhões por projeto e prazo de até 36 meses para execução.

Quanto ao monitoramento, o sistema Geocau, desenvolvido em parceria com a Embrapa Agricultura Digital, combina dados de temperatura com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de pontos de calor em todas as cidades do país. Além disso, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, um conjunto de cinco volumes com contribuições de 580 autores de cerca de 90 instituições nacionais.

A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade do MMA, Claudia Morosi Czarneski, destacou que as áreas urbanas são fundamentais nos desafios climáticos, pois concentram a maior parte da população, economia e emissões de gases do efeito estufa. Problemas como enchentes e ondas de calor afetam diretamente a saúde das pessoas. Para enfrentar esses efeitos, o governo está usando Soluções Baseadas na Natureza (SbN), como áreas verdes, corredores ecológicos e plantio de árvores, que ajudam a diminuir riscos, melhorar a qualidade de vida e aumentar a capacidade das cidades de resistir às mudanças climáticas.

O projeto CITinova II tem como objetivo apoiar propostas econômicas que integrem planejamento, governança e financiamento para transformar as cidades. Czarneski ressaltou a importância de fortalecer os mecanismos financeiros nacionais para tornar os projetos de clima e biodiversidade mais atrativos. O Programa Cidades Verdes e Resilientes já conta com a participação de 1,3 mil municípios, que representam 23% do total no país, e o AdaptaCidades oferece suporte técnico a 581 prefeituras, beneficiando 53 milhões de pessoas.

O encontro também contou com a presença de parceiros como o Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Cool Coalition, C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. As discussões incluíram temas como o Programa Mutirão Brasil, planejamento climático na Amazônia, gestão de resíduos e a Bússola Climática, uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar na tomada de decisões baseadas em dados climáticos.

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