A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma organização criminosa composta por mais de 100 envolvidos em um esquema de fraude para obtenção de crédito e desvio de bens. A ação ocorreu na sexta-feira, 8 de maio, durante a operação Vitruvio.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além de cinco prisões, conforme informado pelo delegado Rafael Catunda, da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural). Os líderes do grupo respondem por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, podendo ser condenados a até 20 anos de prisão.
O grupo agia há mais de cinco anos, utilizando pessoas de baixa renda para abrir contas bancárias com documentos falsos, fraudando comprovantes de renda. Com isso, conseguiam contratar consórcios e empréstimos. Após serem contemplados, compravam veículos que eram revendidos rapidamente e deixavam de pagar as parcelas, gerando prejuízo avaliado em mais de R$ 11 milhões.
Os empréstimos eram usados para dar lances em consórcios em nome de outros envolvidos no esquema, que recebiam comissões. A organização tinha uma estrutura familiar, com duas irmãs como principais integrantes, além da participação dos seus atuais e ex-companheiros, garantindo confiança e divisão organizada das funções.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em várias cidades do Distrito Federal e do Entorno, incluindo Ceilândia, Taguatinga, Guará, Vicente Pires e Águas Lindas de Goiás. Foram alvo da operação pessoas identificadas pelas iniciais K.C.B., R.F.S., L.A.R.N., L.S.F. e L.M.
Veículos adquiridos com os recursos obtidos com o golpe foram apreendidos e ficarão à disposição da Justiça para possível confiscamento e ressarcimento às vítimas. Também foram apreendidas armas de fogo usadas pelos criminosos. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 11 milhões em contas vinculadas ao grupo.
O nome da operação, Vitruvio, faz referência ao famoso desenho de Leonardo da Vinci, o Homem Vitruviano, simbolizando a estratégia dos criminosos de transformar pessoas vulneráveis em clientes ideais para aprovação de crédito nas instituições financeiras.
A investigação contou com o apoio do Departamento de Operações Especiais (DOE) e do Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF). Os envolvidos responderão pelos crimes relacionados às fraudes, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo da participação de cada um no esquema.
