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sábado, 30/05/2026

Edgar Morin, sociólogo francês, morre aos 104 anos e deixa legado importante

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Edgar Morin, sociólogo e filósofo francês, faleceu aos 104 anos, informou sua esposa neste sábado. Reconhecido mundialmente, Morin foi um dos intelectuais mais influentes da França, conhecido por seu conceito de “pensamento complexo”, que busca conectar diferentes áreas do conhecimento para entender a complexidade da realidade.

Edgar Morin permaneceu envolvido com questões humanas e sociais até seus últimos dias, segundo sua esposa, Sabah Abouessalam Morin. Sua obra inovadora rejeitou a visão fragmentada do saber, promovendo uma abordagem multidisciplinar que une ciência e cultura.

Nascido em Paris, em 8 de julho de 1921, em uma família judia, iniciou sua trajetória política no Partido Comunista e participou da resistência contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, adotando o pseudônimo Morin.

Ele publicou vários livros durante sua carreira, incluindo sua obra central, “La Méthode”, em que destaca que o conhecimento humano é fragmentado e insuficiente para compreender a complexidade da humanidade. Trabalhou como diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisa Científica entre 1970 e 1993 e continuou ativo em debates intelectuais.

Edgar Morin também foi reconhecido por seu interesse em temas pouco explorados pela sociologia tradicional, como cinema, tecnologia, esportes e mudanças nas áreas rurais. Além disso, abordou questões ambientais e relações internacionais ao longo de sua vida.

Apesar de polêmicas, como o processo judicial por acusações de antissemitismo, que ele venceu, Morin manteve-se uma voz respeitada no cenário intelectual e publicou artigos e livros até o ano de sua morte.

Ele deixa um legado importante para a sociologia e o pensamento contemporâneo, incentivando uma compreensão mais ampla e conectada da realidade.

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