Um relatório que será analisado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) concluiu que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi causada pela ditadura militar.
Essa conclusão desafia a versão oficial que prevaleceu por décadas, a qual afirmava que JK faleceu em um acidente de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, em 1976.
O parecer ainda não é definitivo e precisa passar por votação dos membros da comissão para se tornar a posição oficial do órgão.
Desde então, o caso tem sido envolto em suspeitas de motivação política, principalmente devido ao contexto da ditadura militar e à Operação Condor, uma aliança entre regimes autoritários da América do Sul para perseguir opositores políticos.
Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade descartou indícios de assassinato, afirmando que não existiam provas ligando o regime militar à morte de Juscelino Kubitschek.
O caso voltou à discussão após um laudo técnico elaborado pelo engenheiro Sergio Ejzenberg para o Ministério Público Federal, terminado em 2019. O documento contestou a versão aceita até então sobre a dinâmica do acidente e serviu como uma das bases para o novo relatório da CEMDP.
