Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, declarou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aceita a inclusão de um período de transição na proposta que elimina a escala de trabalho 6×1, onde se trabalha seis dias e descansa um.
O tema está em debate no Congresso Nacional através de uma proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei com regime de urgência apresentado pelo governo federal. Enquanto alguns defendem um período de transição de até quatro anos, o governo descarta essa possibilidade.
“O governo Lula não apoia transição de nenhum tipo. Defende o fim imediato da escala 6×1 com 40 horas semanais em todo o Brasil”, afirmou o ministro.
Boulos também comentou que a crise política recente, provocada pela rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, não atrapalha a aprovação da proposta. Ele ressaltou que parlamentares contrários à medida enfrentarão consequências nas eleições.
“Deputados e senadores que forem contra o fim da escala 6×1 ou tentarem atrasar a medida estarão desafiando a vontade da maioria da população e da classe trabalhadora. Eles serão cobrados nas urnas”, concluiu.
