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quarta-feira, 06/05/2026

Padilha ressalta inovação e autonomia na saúde no Fifarma Summit 2026

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Em Brasília

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, deu início ao Fifarma Annual Summit 2026 em Brasília, evento que reúne especialistas internacionais para debater os desafios e oportunidades na área de tecnologias em saúde, destacando o acesso a tratamentos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Padilha colocou o Brasil como líder no fortalecimento da inovação que une políticas públicas, produção e ciência, como caminho para garantir autonomia nacional. Ele ressaltou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), que presta atendimento especializado e acessível para mais de 200 milhões de brasileiros, desde a atenção básica até procedimentos complexos como transplantes.

“Este encontro é essencial para apresentar ideias que podem integrar a saúde no mundo, principalmente na América Latina. A parceria com a indústria é fundamental para promover o desenvolvimento e ampliar o acesso para todos, reduzindo desigualdades. Com cooperação internacional sólida, podemos criar um modelo diferente, unindo inovação e cuidado para todos”, afirmou o ministro.

Padilha destacou avanços importantes como a regulamentação da Lei de Pesquisa Clínica, que aumenta a participação do Brasil em estudos globais com maior segurança jurídica, além de incentivar investimentos em inovação e no setor farmacêutico. O governo está focado em fortalecer a indústria nacional e agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tem adotado medidas para acelerar registros e ampliar o acesso a novos tratamentos.

No âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), foram anunciadas 31 novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) em 2025, focadas na transferência de tecnologia para a produção nacional de medicamentos, vacinas e outras tecnologias para tratar câncer, doenças raras e esclerose múltipla, entre outras condições. Atualmente, existem 162 PDPs ativas, com investimentos de R$ 36,8 bilhões, envolvendo instituições públicas e privadas.

Em abril, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), que define orientações para integrar instituições científicas, reguladores e indústria, transformando conhecimento em soluções aplicáveis ao SUS. Foi anunciado investimento de R$ 120 milhões para fortalecer a pesquisa clínica, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Entre 2023 e 2025, esses investimentos somaram mais de R$ 1,4 bilhão, quase triplicando o valor aplicado no período anterior.

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