O Ministério da Saúde de Cabo Verde anunciou nesta terça-feira, 5 de maio, que três passageiros de um navio de cruzeiro de luxo infectados com hantavírus serão socorridos nas próximas horas por meio de duas ambulâncias aéreas.
Uma das aeronaves já está em Cabo Verde, arquipélago localizado na costa oeste da África, enquanto a segunda está a caminho. O navio está atualmente parado em Cabo Verde.
O governo da Espanha confirmou que irá receber o navio MV Hondius nas Ilhas Canárias, seguindo o direito internacional e princípios humanitários. Ao chegar da Espanha, equipes médicas avaliarão e tratarão passageiros e tripulantes, além de organizar a transferência para seus países de origem.
Atendimento será feito nas Ilhas Canárias
Autoridades espanholas informaram que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que Cabo Verde não possui estrutura para realizar a operação. Por isso, as Ilhas Canárias foram escolhidas como destino mais próximo com capacidade adequada.
“A Espanha tem a obrigação moral e legal de prestar assistência a essas pessoas, entre as quais há cidadãos espanhóis”, destacou o governo.
Assim que os dois passageiros com sintomas e a pessoa que teve contato próximo com eles, porém sem sintomas, forem removidos, o navio poderá seguir viagem em direção ao arquipélago espanhol das Ilhas Canárias.
Três mortos e surto a bordo
- O navio partiu de Ushuaia, Argentina, e enfrenta um surto de hantavírus que já causou a morte de três pessoas entre passageiros e tripulantes durante a viagem pelo Atlântico Sul.
- O MV Hondius transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades diferentes.
- A OMS informou que a hipótese principal é que a infecção tenha ocorrido antes do embarque, mas há indícios de que o vírus pode ter se espalhado entre pessoas em contato próximo dentro do navio.
- Até agora, dois casos foram confirmados e cinco seguem em investigação entre cerca de 150 pessoas a bordo.
- O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores infectados, como urina e fezes. Ainda não está claro quando os passageiros tiveram esse contato.
Sem tratamento específico, alerta OMS
Segundo a OMS, o risco global do surto é baixo no momento, mas continua sendo monitorado. O vírus pode causar problemas respiratórios e renais.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou problemas nos rins.
Não existe tratamento específico para o hantavírus, mas o diagnóstico precoce e o atendimento médico aumentam as chances de recuperação.
A OMS está acompanhando o caso e auxiliando na investigação, que inclui testes laboratoriais e análise da possível origem do vírus.
