Às vésperas do Dia da Vitória, uma data muito importante na Rússia, o Kremlin está em alerta máximo. Relatórios de inteligência europeus indicam que o presidente Vladimir Putin e seus aliados estão preocupados com ameaças internas, incluindo conspirações e tentativas de assassinato.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou um cessar-fogo temporário com a Ucrânia nos dias 8 e 9 de maio, quando o país celebra a vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A expectativa é que a Ucrânia também suspenda as operações durante esse período.
Dia da Vitória com segurança reforçada
Este ano, as comemorações acontecem com medidas de segurança nunca vistas antes. Armas pesadas que normalmente são exibidas foram retiradas, e há uma forte presença de segurança. Isso reflete não apenas os efeitos da guerra, mas também a desconfiança crescente dentro do próprio governo russo.
O Kremlin está vivendo um período de ‘extrema ansiedade’ desde março de 2026, com intensificação das medidas de proteção para o presidente e mudanças na rotina de segurança. Há um isolamento crescente dos líderes, com controle rigoroso sobre comunicações e informações internas.
O Serviço Federal de Proteção aumentou a vigilância em torno de Putin, incluindo barreiras de triagem, inspeções físicas rigorosas, restrições de deslocamento para o presidente e sua família, uso frequente de bunkers, e substituição de aparições públicas por vídeos pré-gravados. Além disso, assessores próximos têm restrições no uso de celular com internet e transporte público, e suas residências são monitoradas.
Conflitos entre serviços de segurança
O relatório também aponta um aumento nas tensões entre as principais agências de segurança da Rússia, conhecidas como siloviki. Após assassinatos de oficiais militares importantes, há disputas entre o Estado-Maior, o FSB e a Rosgvardia sobre falhas na proteção das lideranças.
O chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, pressiona por mudanças no sistema de segurança, enquanto acusações entre as agências aumentam a desconfiança dentro do Kremlin. Outro nome relevante é o de Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa e atual secretário do Conselho de Segurança, cuja influência política e a prisão de aliados próximos fortalecem a percepção de instabilidade política na elite russa.
Medo de ataques com drones
Uma das principais preocupações do Kremlin é o uso de drones para tentar assassinar Putin, possivelmente por dissidentes políticos ou militares. Isso resultou no aumento das defesas em Moscou, com bloqueios temporários de comunicação em áreas estratégicas e patrulhamento reforçado em pontos sensíveis da capital.
