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quarta-feira, 06/05/2026

Operação bloqueia 11 milhões e acaba com esquema de apostas ilegais em 7 estados

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Em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação na manhã desta quarta-feira (6/5) para desarticular um esquema criminoso que movimentou R$ 11 milhões em fraudes em plataformas de apostas virtuais, como o “Jogo do Tigrinho”. A ação, coordenada pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, cumpriu mandados de busca e apreensão em sete estados, além de bloquear recursos financeiros nas contas dos suspeitos.

A operação alcançou os estados de Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. O foco da investigação é uma organização que usava influenciadores digitais para atrair seguidores, mostrando uma vida de luxo sem atividade profissional clara, enquanto induziam as vítimas a perdas financeiras.

Nove pessoas estão sendo investigadas por integrarem essa organização criminosa, que funcionava com divisão de tarefas e atuação coordenada em várias regiões do país.

Como funcionava o esquema

As investigações começaram após identificarem atividades suspeitas ligadas à divulgação de ganhos irreais. No centro do caso estão Roberth Lucas e Eduarda Cavalcante. Eles exibiam uma rotina de luxo para os seguidores, como resorts, dinheiro em espécie e compras caras.

Os ganhos mostrados nas redes sociais eram frutos de contas de demonstração fornecidas pelas plataformas, onde os lucros eram simulados. Os links compartilhados direcionavam as vítimas a plataformas manipuladas para que perdessem o dinheiro investido.

Estrutura e tecnologias usadas

A organização utilizava tecnologia para esconder identidades e dificultar a investigação, como servidores proxy. Uma busca na residência do casal em Brazlândia, feita em julho de 2024, foi um marco nas investigações. A polícia identificou uma rede maior com conexões internacionais e uma hierarquia clara: líderes, operadores técnicos e influenciadores que traziam vítimas.

Contradição entre luxo e renda

Apesar do estilo de vida ostentoso, a renda declarada por Roberth e Eduarda não justificava os bens adquiridos. Roberth alegava ser estudante e não tinha emprego formal registrado, reforçando a suspeita de que o patrimônio vinha das fraudes.

Movimentação financeira e medidas legais

O grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões, com uma média diária de R$ 48 mil em transações. A Justiça bloqueou o valor nas contas dos envolvidos para impedir o fluxo do dinheiro e garantir possível ressarcimento às vítimas.

Os suspeitos podem responder por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A polícia continua as investigações e pede que a população denuncie crimes digitais, contribuindo para o combate às organizações ilegais online.

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