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Aconteceu

Facção do DF usava festas para comprar silêncio de moradores

Arte/Metrópoles

Uma grande operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal revelou um problema grave em Brasília: grupos criminosos locais estão copiando métodos comuns das maiores facções do Rio de Janeiro.

A ação, chamada Operação Eiron, mobilizou 200 policiais para desmontar uma rede que não só traficava drogas, mas também tentava substituir a presença do governo ao oferecer uma falsa proteção social.

Desde outubro do ano passado, a investigação mostrou que esses criminosos financiavam festas em datas comemorativas como Dia das Mães e das Crianças, distribuindo comida, bebidas e cestas básicas. O objetivo era criar uma imagem de ajuda comunitária para calar a população e impedir denúncias.

Essas ações lembram o que é feito por facções como o Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro, buscando ganhar apoio local e dificultar o trabalho da polícia.

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Presença de símbolo ligado ao Rio de Janeiro

Durante a operação, foram cumpridos 39 mandados, incluindo prisões e buscas. Chamou atenção a pintura da Estrela de Davi, símbolo do TCP, em casas de Samambaia. Isso mostra uma ligação direta com facções cariocas e o uso de métodos de controle que vêm das favelas do Rio.

Tráfico organizado e moderno

O grupo vendia diversas drogas, como crack, cocaína, haxixe, maconha e lança-perfume. Usavam redes sociais e aplicativos para divulgar os produtos e faziam entregas disfarçadas em embalagens de fast-food para evitar suspeitas.

Uso de comércios legais para esconder crimes

Padarias e quiosques serviam para guardar e vender drogas. Em um caso, uma padaria usava a mesma balança para pesar pães e drogas. Dinheiro do tráfico era lavado com transferências via Pix para contas de terceiros, dificultando a investigação.

Violência e tribunal do crime

Apesar de se mostrarem como benfeitores, os criminosos mantinham uma rotina violenta, com espancamentos e exibição de armas pesadas. Também aplicavam punições severas em quem quebrava as regras, usando o chamado “tribunal do crime”.

Em um caso, um suspeito foi encontrado morto no Lago Paranoá, reforçando a periculosidade do grupo.

Crimes e punições

Os envolvidos vão responder por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. As penas podem superar 35 anos de prisão, mostrando a gravidade dos crimes.

Polícia Civil do Distrito Federal pede colaboração da população para ajudar nas investigações.

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