O governo da Espanha ordenou que as Ilhas Canárias aceitem o navio MV Hondius, que apresenta casos de hantavírus, apesar da resistência local. A decisão veio da Direção-Geral da Marinha Mercante, órgão responsável pela navegação marítima no país.
O navio tem oito casos confirmados de hantavírus e três mortes. A Unidade Militar de Emergências ficará encarregada de transportar os passageiros ao aeroporto de Tenerife-Sul, após a recusa de empresas locais em fazer o translado. Os ministérios da Saúde e do Interior acionaram os militares devido a essa negativa.
Anteriormente, o governo das Ilhas Canárias anunciou que não autorizaria a ancoragem do navio, justificando a decisão pela falta de informações confiáveis sobre os procedimentos de segurança adotados. O presidente local, Fernando Clavijo, afirmou que a colaboração deve respeitar a segurança sanitária da população.
A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, está em Tenerife para supervisionar a operação e garantir que tudo ocorra com segurança.
Detalhes do desembarque
- O navio deve chegar ao Porto de Grandilla, em Tenerife, entre 4h e 6h do domingo, horário local.
- O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e a ministra da Saúde, Mónica García, confirmaram as informações.
- Os cidadãos espanhóis serão os primeiros a desembarcar.
- A saída dos demais passageiros dependerá da autorização das autoridades de saúde e da chegada dos voos dos seus países de origem.
Visita do diretor geral da OMS
Antes da decisão do governo local, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve em Tenerife para acompanhar o desembarque. Em uma carta aberta aos habitantes, reconheceu a preocupação da população.
Ele afirmou que entende o medo gerado pela palavra “surto” ou “epidemia”, especialmente após experiências recentes, mas destacou que o risco para a saúde pública devido ao hantavírus é baixo.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou: “Isto não é uma nova covid. O risco para a vida cotidiana em Tenerife é baixo.”
