A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e ordenou o recolhimento de diversos lotes de produtos da marca Ypê devido ao risco de contaminação microbiológica. A decisão gerou ampla repercussão nas redes sociais, especialmente entre eleitores de direita, que associaram o caso a doações feitas pela empresa à campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2022.
Nas redes sociais, muitos expressaram apoio à Ypê, criticando a ação da Anvisa como motivada por interesses políticos. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello Araújo (PL-SP), incentivou uma campanha para compra dos produtos, destacando o caráter nacional da empresa.
Lucas Bove (PL-SP), deputado estadual, manifestou desconfiança quanto à atuação da Anvisa sob o governo Lula, enquanto o senador Cleitinho (Republicanos-MG) desafiou a agência a fiscalizar outras situações, sugerindo que a ação contra a Ypê poderia ter um viés político.
Posição da Anvisa
A Anvisa defende que a medida foi tomada com base em análises técnicas e orientada pelo princípio da proteção à saúde pública. Inspeções realizadas em conjunto com órgãos estaduais e municipais indicaram falhas nos processos de fabricação da unidade da Química Amparo, em São Paulo, que podem comprometer a qualidade dos produtos e representar risco para os consumidores.
Produtos envolvidos e orientações
O recolhimento abrange detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com numeração de lote terminada em 1, fabricados na unidade mencionada.
- Lava-louças Ypê Clear Care
- Lava-louças com enzimas ativas Ypê
- Lava-louças Ypê Toque Suave
- Lava-louças concentrado Ypê Green
- Lava-roupas líquido Tixan Ypê nas versões combate mau odor, antibac, coco e baunilha, green, express, power act e premium
- Desinfetantes Bak Ypê, Atol e Pinho Ypê
Os consumidores foram orientados a interromper o uso dos produtos dos lotes afetados. No entanto, a Ypê obteve na Justiça uma suspensão temporária da decisão da Anvisa, que segue recomendando a não utilização dos itens até nova determinação.
