Dois últimos membros de uma quadrilha que aplicava golpes em pessoas que sacavam dinheiro foram presos na sexta-feira, 29 de maio. A ação foi realizada pela 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural, que também cumpriu mandados de busca, apreensão e bloqueio de contas bancárias dos investigados.
As prisões ocorreram poucos dias após a detenção em flagrante de outros quatro membros do grupo, no dia 25 de maio. Os mandados foram cumpridos em residências localizadas em Ceilândia, nas áreas QNN 7 e QNN 21. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, um dos presos tem antecedentes por tráfico de drogas, enquanto a outra investigada responde por estelionato.
A quadrilha atuava em várias regiões do Distrito Federal e entorno, usando o chamado “golpe do paco”. Nesse golpe, um dos integrantes finge perder uma carteira ou pacote com grande quantia em dinheiro. Um cúmplice aparece como desconhecido e encontra o objeto junto com a vítima. Um terceiro membro se apresenta como dono do dinheiro e oferece uma recompensa pela devolução.
Para enganar a vítima, um dos criminosos vai até o local onde supostamente será pago o prêmio, e retorna dizendo que recebeu o dinheiro. A vítima é então levada a entregar seus pertences, como bolsa, celular, cartões e documentos, para buscar a recompensa falsa. Neste momento, os criminosos desaparecem com os bens.
Após as prisões iniciais, novas vítimas reconheceram os suspeitos e relataram crimes semelhantes à polícia. Quatro delegacias da PCDF investigam casos ligados ao grupo. Muitos dos envolvidos têm ficha criminal extensa, com três pessoas inicialmente presas acumulando mais de dez passagens por crimes patrimoniais e fraudes. Um investigado possui mais de 25 indiciamentos e 15 mandados de prisão expedidos ao longo da vida criminal.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, documentos e outros objetos das vítimas, que estão sendo analisados para ajudar na identificação de mais crimes e possíveis vítimas. Os suspeitos devem responder por estelionato e participação em organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 18 anos de prisão.
A polícia segue investigando para encontrar outros membros da quadrilha e possíveis conexões em outras regiões do país.

