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sexta-feira, 12/06/2026

Advogada deixa defesa de Monique Medeiros por ameaças e mudança na estratégia

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BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

A advogada Florence Rosa anunciou nesta quinta-feira (11) que não irá mais defender Monique Medeiros.

Ela explicou que tomou essa decisão porque não concorda com a nova tática adotada pela equipe após a chegada de um advogado novo. Além disso, disse que tem recebido ameaças nas redes sociais desde que o julgamento do caso Henry Borel terminou, no dia 4.

As ameaças também atingiram seus familiares e seu filho, que é criança. Por isso, Florence deixou o estado do Rio de Janeiro temporariamente. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ainda não se manifestou sobre o caso.

Monique Medeiros foi inicialmente acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de homicídio doloso (com intenção de matar) na morte de seu filho Henry. O Tribunal do Júri considerou que o crime foi homicídio culposo (sem intenção). Por isso, o julgamento ficou a cargo da juíza Elizabeth Machado Louro, pois jurados julgam apenas crimes dolosos contra a vida.

A juíza concedeu a Monique o perdão judicial, que é usado quando o próprio infrator já sofre demais com as consequências do crime, tornando desnecessária uma punição penal.

Florence Rosa foi a advogada responsável pela defesa de Monique durante o julgamento. Após o veredito, ela começou a receber várias mensagens negativas pela sua atuação.

Entre as ofensas, um usuário escreveu: “Você tem sangue nas mãos. A justiça divina não falha”. Uma mulher comentou: “Desgraçada, isso poderia acontecer com você e seu filho”. Um advogado está trabalhando para identificar os autores dessas mensagens.

Henry morreu em março de 2021, depois de sofrer 23 ferimentos no apartamento onde vivia com Monique e seu então padrasto, o ex-vereador Jairinho. Ele foi condenado a mais de 49 anos de prisão por homicídio doloso, tortura e coação.

A defesa de Monique declarou que ela não sabia das agressões sofridas pelo filho no mês antes da morte.

O júri concluiu que Monique foi negligente e omissa em relação a um dos episódios de violência, aceitando a tese de homicídio culposo apresentada pela advogada Florence Rosa no apelo final.

A promotoria entrou com recurso contra a decisão do perdão judicial.

Na noite do crime, Monique afirmou ter tomado um remédio para dormir que Jairinho lhe deu, pois ele queria garantir que ela não falaria com outros homens. Henry dormia no quarto ao lado.

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