Uma investigação realizada pela 2ª Delegacia de Polícia de Asa Norte revelou detalhes importantes sobre o assassinato do capoeirista Agnel Tavares Feliciano, conhecido como Mestre Neném, de 58 anos. O crime aconteceu em 12 de janeiro de 2026, na Cidade Estrutural, envolvendo dívidas, relações pessoais complicadas e possível planejamento prévio.
A polícia cumpriu mandados de busca e prisão contra o suspeito durante uma operação em 9 de maio, em um terreiro de candomblé em Brazlândia, no Distrito Federal.
Descobertas sobre o crime
No dia do crime, o corpo de Mestre Neném foi encontrado carbonizado no banco traseiro de seu Jeep Renegade blindado, em uma área rural isolada. Horas antes, ele havia saído de casa para Braziândia para cobrar dívidas relacionadas ao jogo do bicho, seguindo depois para encontrar o devedor.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h17 e levou cerca de 30 minutos para apagar as chamas. Apesar da queima, autoridades encontraram vestígios de sangue na traqueia da vítima, indicando que ele morreu antes do incêndio, possivelmente por asfixia ou agressão física. A perícia confirmou que o fogo foi provocado intencionalmente para apagar provas.
Investigação aponta emboscada
O local do crime é isolado, sem câmeras de segurança, sugerindo que o suspeito conhecia bem a área. A polícia suspeita que um carro de apoio tenha ajudado na fuga. A análise de sinais telefônicos mostrou que os aparelhos da vítima e do suspeito estiveram próximos na região de Vicente Pires no dia do assassinato.
Registros em redes sociais indicam que Agnel e o investigado mantinham uma relação próxima. Testemunhas afirmaram que Mestre Neném estava preocupado com uma dívida não paga, levantando a hipótese de que ele foi atraído para uma emboscada planejada.
Antecedentes do suspeito
Cristiano Gomes da Silva, o principal suspeito, foi condenado em dezembro de 2023 a oito anos de prisão por crimes de violação sexual mediante fraude, cometidos durante rituais religiosos onde ele se aproveitava da fé das vítimas. Ele negou as acusações e alegou perseguição.
A atual investigação reforça a ideia de que o assassinato de Mestre Neném foi um crime premeditado, possivelmente ligado a disputas financeiras em atividades ilegais. A Polícia Civil do Distrito Federal continua a coletar provas para esclarecer o caso e não descarta a participação de outras pessoas.
