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sábado, 30/05/2026

Rodrigo Paz enfrenta protestos seis meses após assumir a Bolívia

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Seis meses após assumir a presidência da Bolívia, Rodrigo Paz enfrenta uma onda de protestos que desafiam a estabilidade do país. Eleito em outubro de 2025 pelo Partido Democrata Cristão, Rodrigo Paz pôs fim ao domínio de 20 anos da esquerda e do Movimento ao Socialismo (MAS).

Ao tomar posse em novembro, o presidente herdou uma grave crise econômica e política. Em maio, manifestações e bloqueios, liderados até por grupos que apoiaram sua eleição, paralisaram diversas rodovias, causando falta de suprimentos. Buscando apoio, Rodrigo Paz solicitou ajuda humanitária ao Brasil, que atendeu ao pedido.

Durante a campanha, Rodrigo Paz prometeu um “capitalismo para todos”, mas após a posse, adotou medidas que favoreceram grandes empresários e o agronegócio, afastando-se de demandas indígenas e camponesas. Uma lei controversa para permitir a compra e venda de pequenas propriedades rurais gerou críticas por abrir espaço para especulação imobiliária.

Os protestos cresceram mesmo após o governo revogar essa lei e o presidente reduzir seu próprio salário. Até o momento, sete pessoas morreram, mais de 20 ficaram feridas e centenas foram presas durante as manifestações reprimidas pela polícia.

Analistas afirmam que as manifestações não são controladas por um único partido, mas por diversos movimentos sociais que buscam reivindicações mais amplas, incluindo professores e cooperativistas. Apesar das dificuldades, Rodrigo Paz demonstra sinais de abertura ao diálogo para tentar conter a crise que abala a Bolívia.

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