14.5 C
Brasília
sábado, 27/06/2026

bc alerta sobre aumento da inflação por novos créditos do governo

Brasília
céu limpo
14.5 ° C
14.5 °
14.5 °
85 %
3.2kmh
4 %
sáb
25 °
dom
25 °
seg
26 °
ter
27 °
qua
27 °

Em Brasília

O Banco Central, no seu Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, mostrou preocupação com os recentes pacotes de crédito e medidas fiscais anunciadas pelo governo durante o ano eleitoral. Essas ações podem aumentar a inflação ao estimular a demanda na economia.

Embora essas medidas sejam levadas em conta no cenário econômico apenas após sua aprovação, ainda há dúvidas sobre o impacto real que elas terão na atividade econômica e na inflação, devido às particularidades de cada política.

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em junho, o Banco Central afirmou que está mais preocupado com o risco da inflação ficar acima do esperado do que abaixo. Um novo risco mencionado é o estímulo ao consumo, que pode fazer a economia crescer além do esperado, dificultando o controle da inflação com as medidas habituais.

O Banco Central explicou que a incerteza sobre o efeito dessas políticas é maior devido à quantidade de ações anunciadas pelo governo.

UMENTO DAS EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO

O Banco Central aumentou a chance da inflação superar o teto da meta (4,5%) em 2026 de 30% para 79%. Por outro lado, a probabilidade da inflação ficar abaixo do piso (1,5%) caiu para zero, contra 2% anteriormente.

Desde 2025, a meta de inflação é calculada com base no IPCA acumulado em 12 meses, sendo considerada fora da meta se ultrapassar o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos. O centro da meta permanece em 3%, com uma margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

A meta foi ultrapassada pela primeira vez em julho do ano passado, quando o IPCA registrou alta de 5,35% nos últimos 12 meses, ficando acima do teto por seis meses seguidos.

No mesmo dia, o Banco Central enviou uma carta ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que esperava que a inflação voltasse para abaixo do teto no final do primeiro trimestre de 2026.

SEM INFLUÊNCIA DAS ELEIÇÕES

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou que as decisões do Copom sejam influenciadas pelas eleições, pois os efeitos das mudanças na taxa Selic só aparecem no futuro.

Ele afirmou que quem conhece a política monetária sabe que não faz sentido pensar que uma decisão tomada hoje terá impacto econômico imediato para alterar o resultado das eleições.

Gabriel Galípolo explicou que a política monetária atua em prazos mais longos e que imaginar efeitos rápidos por decisões recentes, como o corte de 0,25 ponto na Selic, é um erro.

Veja Também