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domingo, 10/05/2026

Hospital de Santa Maria ajuda mães a amamentar com dicas especializadas

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Nos primeiros dias de amamentação, muitas mães, especialmente as de primeira vez, sentem dúvidas e insegurança. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que é gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Banco de Leite Humano (BLH) oferece apoio especializado para que esse momento seja mais seguro e tranquilo.

Nairana Almeida, mãe de primeira viagem, voltou ao HRSM com seu filho Isaac, de 10 dias, buscando ajuda após dificuldades para produzir leite. Após a alta hospitalar e sem leite ainda, ela usou fórmula com copinho, mas com a ajuda do BLH, conseguiu começar a amamentar com sucesso. “Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Depois, com as orientações daqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, conta Nairana.

Na consulta, Nairana tirou dúvidas sobre como o bebê deve se pegar ao peito, notando que Isaac tinha dificuldade para sugar, que ainda está sendo avaliada pela equipe multidisciplinar. A pediatra Lorena Oliveira explica que não existe uma única forma correta de amamentar, mas a posição deve ser confortável para a mãe e correta para o bebê, com a boca bem aberta, bochechas cheias e sem dor. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo está errado”, alerta a pediatra.

Alguns fatores, como mudanças no formato do mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou o freio da língua alterado podem atrapalhar a pega, mesmo com a posição certa. Além disso, um fluxo muito forte de leite pode causar engasgos. A pediatra recomenda esvaziar um pouco a mama antes de dar o peito e usar posições em que o bebê fique mais elevado para controlar o fluxo. Se o bebê engasgar, mas tossir e reagir normalmente, basta retirá-lo do peito e segurá-lo na posição vertical até ele se recuperar.

Depois da amamentação, manter a cabeça do bebê mais alta que o corpo por alguns minutos ajuda o estômago a esvaziar e diminui o refluxo, prática recomendada especialmente no primeiro ano de vida, mesmo que o bebê não faça arroto.

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