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domingo, 10/05/2026

Militares brasileiros são investigados por furtos no Líbano

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Dois militares brasileiros foram investigados por furtos ocorridos no Líbano durante missões realizadas em 2019 e 2020. Documentos internos do Ministério da Defesa revelam que os crimes envolveram o roubo de celulares, dinheiro, uma camiseta e um cigarro eletrônico.

O primeiro caso está ligado ao ex-argento da Marinha, Fábio Araújo da Silva. Durante uma festa de Ano Novo em 2019, em um restaurante na capital libanesa, Beirute, ele furtou dois celulares e um cigarro eletrônico.

Fábio fazia parte da Força Interina da Organização das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e participou da celebração ao lado de colegas de missão, a convite de uma amiga libanesa. As denúncias surgiram logo no dia seguinte, quando foi relatado o desaparecimento de dois celulares, mais de R$ 3 mil de uma bolsa e o cigarro eletrônico. A descrição do suspeito correspondia ao sargento Fábio Araújo.

Inicialmente, o militar negou as acusações, mas depois confessou estar com os aparelhos e pediu que os fatos não fossem divulgados para não prejudicar sua carreira. Ele devolveu os celulares e o dinheiro, mas o vape só retornou após ser entregue por um amigo libanês.

Em depoimentos, Fábio alegou que os objetos foram levados por engano e culpou o consumo de bebida alcoólica. No entanto, imagens das câmeras de segurança mostraram claramente o militar furtando os celulares e o vapor no restaurante.

Outro caso de furto

O segundo militar envolvido é o cabo Felipe Silva Sales, também da Marinha e participante da Unifil. Ele foi acusado de furtar uma camiseta social bege de uma loja em Beirute. Durante a visita à loja, funcionários notaram que o dispositivo de segurança de uma camisa foi removido e a peça desapareceu.

Câmeras confirmaram que Felipe saiu do provador com menos peças do que havia entrado. Para evitar maiores complicações, ele pagou o valor da camiseta, aproximadamente US$ 81, utilizando um cartão internacional fornecido pela Marinha.

Apesar das evidências e dos relatos de colegas, Felipe Silva Sales negou o furto, alegando que saiu apressadamente para ir ao banheiro por estar mal.

Consequências legais

As ocorrências foram levadas à Justiça Militar. Fábio Araújo da Silva foi condenado a dois anos, dois meses e sete dias de pena em regime aberto, e será expulso da Marinha do Brasil. A sentença, baseada no Código Penal Militar, considerou os furtos como crime continuado. A punição entrou em vigor em março de 2024 após rejeição do último recurso no Supremo Tribunal Federal.

Já o cabo Felipe Silva Sales foi absolvido por falta de provas suficientes para condenação, segundo o juiz responsável. O magistrado ressaltou que nenhum depoimento confirmou diretamente o furto, e que o pagamento efetuado por Felipe foi para evitar problemas em uma missão no exterior.

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