O dólar está caindo nesta sexta-feira (8) devido a dados positivos sobre o emprego nos Estados Unidos, que mostraram mais vagas criadas do que o esperado, e também por conta do conflito que persiste no Irã. Ao mesmo tempo, a Bolsa de Valores está subindo.
Por volta das 12h09, o dólar era cotado a R$ 4,896, uma queda de 0,51%, chegando ao menor valor desde janeiro de 2024. A Bolsa subia 0,89%, recuperando parte das perdas recentes.
O destaque do dia são os dados de emprego de abril nos EUA. O país criou 115 mil empregos fora do setor agrícola, superando a previsão de 62 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%. Esses números mostram que a economia americana está forte e equilibrada.
Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, esses dados indicam que o banco central dos EUA, o Federal Reserve, deve manter os juros como estão por enquanto. Ele explica que o Fed está mais preocupado em observar os efeitos da inflação, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio.
Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, destaca que esses resultados dão ao Fed mais segurança para traçar a política de juros, afastando riscos de uma situação de crescimento lento com inflação alta.
No exterior, o dólar está fraco e as bolsas americanas, como a S&P 500 e Nasdaq, atingiram novas máximas. Os juros no Brasil continuam mais altos que nos EUA, o que atrai investidores para o país.
Bruno Shahini, especialista da Nomad, comenta que o mercado brasileiro se beneficia da política econômica dos EUA e do diferencial de juros, tornando o real e a Bolsa mais atrativos para investimentos internacionais.
Além disso, o conflito entre os EUA e Irã segue influenciando os mercados. Apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um cessar-fogo está em vigor, os combates continuam no Oriente Médio. Tensão no estreito de Hormuz, uma rota importante para o petróleo, preocupa o mercado e pode elevar os preços do petróleo, que já subiram para US$ 101,43 por barril.
Bruno Cordeiro, analista da StoneX, observa que o mercado está entre a esperança por paz e o ceticismo sobre um acordo definitivo na região.
